Portal de Conferências da IMED, Transnacionalismo e Globalização: I Simpósio Internacional de Estudos Transnacionais

Tamanho da fonte: 
O PROTAGONISMO DOS GOVERNOS NÃO CENTRAIS ENQUANTO ATORES INTERNACIONAIS EMERGENTES
Claudio Machado Maia, Maria Luiza Roman Folle

Última alteração: 2018-08-29

Resumo


Resumo: O alargamento do espaço político, no âmbito de atuação dos atores internacionais demonstra que as unidades estatais, não mais atuam como únicos agentes com habilidade, capacidade e influência na sociedade internacional. Os atores não-estatais formam conjunto emergente e heterogêneo, que desempenha protagonismo. O tema central deste estudo refere-se aos atores internacionais, delimitando-se à categoria dos emergentes, particularmente, os governos não-centrais, a exemplo dos municípios e estados federados. A revisão bibliográfica realizada apresenta noções conceituais de ator internacional, critérios de classificação, tipologias e análise dos agentes internacionais. Identifica-se governos não-centrais, aprofunda-se nos atributos de capacidade, habilidade e influência, buscando compreender as ações antecedentes que condicionam a participação não-central no cenário internacional. As considerações finais sugerem que os governos não-centrais são atores de protagonismo, pois influenciam as relações internacionais em diversas instâncias, adotando multiplicidade de mecanismos de inserção e atuação e em temas tão diversificados quanto seus interesses.

Palavras-chaves: Governos não-centrais, atores internacionais, atores emergentes.


Referências


ALBUQUERQUE, José Augusto Guilhon. Relações internacionais contemporâneas: a ordem mundial depois da Guerra Fria. Petrópolis/RJ: Editora Vozes, 2005.

BARTELSON, Jens. The critique of the State. Cambridge: Cambridge University Press, 2001. p.23.

BOGÉA, Antenor. Diplomacia Federativa: do papel internacional e das atividades externas das unidades federativas nos estados nacionais. Brasília: Instituto Rio Branco. Tese do Curso de Altos Estudos (CAE), 2001.

BRANCO, Álvaro Chagas Castelo. Paradiplomacia e entes não-centrais no cenário internacional. Curitiba: Juruá, 2008.

CALDUCH CERVERA, Rafael. Relaciones Internacionales. Madrid: Ediciones Ciencias Sociales, 1991, p.105.

CAPETILLO, Ileana Cid. La discussión sobre los actores en el escenario internacional. Política e Cultura, Distrito Federal, México, n. 10, p.47-60, 15 jun. 1998. Disponível em: <http://www.redalyc.org/redalyc/pdf/267/26701004.pdf>. Acesso em: 30 jan. 2017. p.54.

CASTAÑARES, Juan Carlos Pereira. El estudio de la sociedad internacional contemporánea. Historia de las Relaciones Internacionales contemporáneas. 2. ed. Barcelona: Ariel, 2009, p. 47-51.

DUCHACEK, Ivo D. Perforated Sovereignties: Towards a typology of new actors in international relations. In: MICHELMANN, Hans J.; SOLDATOS, Panayotis. Federalism and International Relations: the role of subnational units. New York: Oxford University Press, 1990.

DUCHACEK, Ivo D.; LATOUCHE, Daniel; STEVENSON, Garth (Ed.). Perforated Sovereignties: Trans-sovereignties contacts of subnational governments. Connecticut: Greenwood Press, 1988.

DUCHACEK, Ivo D. Multicommunal and bicommunal polities and their international relations. In: DUCHACEK; LATOUCHE; STEVENSON, Perforated Sovereignties: trans-sovereignties contacts of subnational governments. Connecticut: Greenwood Press, 1988. p. 5.

EVANS, Graham; NEWNHAM, Jeffrey. The dictionary of World Politics: a reference guide to concepts, ideas and institutions. Nova York: Simon & Swansea, 1990. p.6.

FUNDAÇÃO ALEXANDRE DE GUSMÃO. Encontro sobre negociações internacionais de estados e municípios. Brasília: Funag, 2007.

HOCKING, Brian; SMITH, Michael. World politics: an introduction to international relations. 2. ed. Nova York: Simon & Swansea, 1995.

HOLLIS, Martin; SMITH, Steve. Explaining and understanding International Relations. Oxford: Oxford University Press, 1991. p.2.

HOPKINS, Raymond E.; MANSBACH, Richard W. The actor in International Politics. In: BARBER, James; SMITH, Michael (Ed). The nature of foreign policy: a reader. Nova York: The Open University Press, 1974, p. 35-38.

KEGLEY, Charles W.; WITTKOPF, Eugene R. World politics: trend and transformation. 7. ed. Londres: Macmillan Press, 1999, p.11-12.

MANSBACH, Richard W.; VASQUEZ, John A. In search of the theory: a new paradigm for global politics. New York: Columbia University Press, 1981.

MANSBACH, Richard W.; FERGUSON, Yale H.; LAMPERT, Donald E. The web of world politics: non-state actors in the global system. New Jersey: Prentice-hall, 1976.

MERLE, Marcel. Sociologia das Relações Internacionais. Tradução de Ivonne Jean. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1981.

MESA, Robert. Teoría y práctica de las Relaciones Internacionales. Madri: Taurus, 1980.

MICHELMANN, Hans (Ed.). Foreign Relations in Federal Countries. Madrid: Mcgill-queen's University Press, 2009. (A global dialogue on Federalism).

MICHELMANN, Hans J.; SOLDATOS, Panayotis (Ed.). Federalism and international relations: the role of subnational units. New York: Oxford University Press, 1990.

NUNES, Carmen Juçara da Silva. A paradiplomacia no Brasil: o caso do Rio Grande do Sul. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dissertação de Mestrado, 2005; LESSA, José Vicente da Silva. Paradiplomacia no Brasil e no Mundo: O poder de celebrar tratados dos governos não centrais. Viçosa: UFV, 2007.

OLIVEIRA, Odete Maria de; SILVA, Andréia Rosenir da. Gênero como possível ator das Relações Internacionais. In: OLIVEIRA, Odete Maria de. Relações Internacionais: a questão de gênero. Ijuí: Ed. Unijuí, 2011, p.41-42.

PAULET, Jean-Pierre. A mundialização. Tradução de Celina Portocarrero. Rio de Janeiro: FGV, 2009.

PRIETO, Noé Cornago. O outro lado do novo regionalismo pós-soviético e da Ásia-Pacífico: A diplomacia federativa além das fronteiras do mundo ocidental. In: VIGEVANI, Tullo. A dimensão subnacional e as relações internacionais. São Paulo: Educ; Fundação Editora da Unesp; Edusc, 2004, p. 251-282.

RODRIGUES, Gilberto Marcos Antonio. O que são relações internacionais . São Paulo: Brasiliense, 1994.

RUSSETT, Bruce; STARR, Harvey. World politics: the menu for choice. 4. ed. Nova York: W.h Freeman And Company, 1992.

SÁNCHEZ, Ricardo Mario. La conformación federal des Estado y su implicación en los procesos de  integración. In: VIGEVANI, Tullo et al. A dimensão subnacional e as relações internacionais. São Paulo: Educ: Fundação Editora da Unesp; Bauru, Sp: Edusc, 2004, p. 345-372.

SEGURA, Caterina Garcia. La actividad exterior de las entidades políticas subestatales. Revista de Estúdios Políticos, Madrid, n. 91, p.235-266, jan. 1996; CRIEKEMANS, David (Ed.). Regional sub-state diplomacy today. Leiden: Martinus Nijhoff Publishers, 2010.

SILVA, Jose Afonso da. Curso de Direito Constitucional Positivo. 27. ed. São Paulo. Malheiros Editores, 2006.

TAYLOR, Phillip. Non state actors in International Politics: from transregional to substate organizations. Boulder: Westview Press, 1984, 247 p.

VIGEVANI, Tullo et al. (Org.). A dimensão subnacional e as relações internacionais. São Paulo: Educ; Fundação Editora da Unesp; Edusc, 2004.

WALLACE, Wiliam. Establishing the boundaries. In: BARBER, James; SMITH, Michael (Ed.). The nature of foreign policy: a reader. Nova York: The Open University Press, 1974, p.14-15.


Texto completo: PDF