Portal de Conferências da IMED, VII Semana Acadêmica de Odontologia

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INFLUÊNCIA DO USO DE AGENTES REMINERALIZANTES EM RELAÇÃO À PERDA DE DUREZA SUPERFICIAL DO ESMALTE ASSOCIADA AO CLAREAMENTO DENTAL: UM ESTUDO IN SITU
Alexandra Graunke, Tamires Timm Maske, Rodrigo Carvalho, Françoise Van De Sande

Última alteração: 2017-11-03

Resumo


Introdução: Apesar do clareamento dental ser considerado uma alternativa de tratamento conservadora para tratar dentes escurecidos, vários estudos têm demonstrado que agentes clareadores podem causar alterações estruturais na superfície do esmalte e que as propriedades biomecânicas do esmalte podem ser afetadas1. Para reduzir esses efeitos adversos, a adição de cálcio e de fluoreto na composição tem sido proposta para minimizar o efeito da desmineralização2. Desta forma, torna-se importante a realização de um estudo, in situ, para avaliar se há benefício adicional no uso de agentes remineralizantes, ou se somente a presença de saliva seria suficiente para reduzir os efeitos do clareamento na perda mineral do esmalte.

Objetivos: Investigar a influência do uso de agentes remineralizantes na perda de dureza superficial do esmalte associada ao tratamento clareador com gel de peróxido de hidrogênio

35%.

Metodologia: Dentes bovinos esterilizados foram utilizados para confeccionar os espécimes, que foram inseridos em dispositivos palatinos acrílicos (6 voluntários) de acordo com grupos (n=12): G1 (controle, sem clareamento), G2 (clareamento + dentifrício fluoretado), G3 (clareamento + agente remineralizante), G4 (clareamento + espuma fluoretada). Os voluntários foram instruídos a limpar o dispositivo de forma padronizada (com dentifrício fluoretado), e usar o dispositivo 24h/dia, exceto durante as refeições. Foram realizadas 3 sessões de clareamento (intervalo de 7 dias), fora da cavidade bucal, e os agentes remineralizantes foram aplicados após cada sessão. Antes do experimento e uma semana após a última sessão de clareamento, os valores de dureza da superfície do esmalte foram obtidos e o percentual de perda da dureza da superfície foi calculado.

Resultados: As análises estatísticas foram realizadas com teste t pareado e Dunnett (p =0,05). A maior perda de dureza foi encontrada para o grupo apenas com dentifrício fluoretado (G2). As diferenças entre o grupo controle (G1) e G2 foram estatisticamente significativas. As diferenças entre G1 e grupos G3 e G4 não foram estatisticamente significativas.

Conclusão: Dentro dos limites deste estudo, o uso de agentes remineralizantes adicionais durante o clareamento pode ter efeitos benéficos no esmalte em relação às alterações de dureza superficial.


Palavras-chave


Clareamento dental. Peróxido de hidrogênio. Dureza.