Portal de Conferências da IMED, VII Semana Acadêmica de Odontologia

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LATERALIZAÇÃO DO NERVO ALVEOLAR INFERIOR BILATERAL – RELATO DE CASO CLÍNICO
Luiza Paloma S. Girotto, Priscila Graunke, Gabriel Rodrigues Oliveira, Vinicius Fabris

Última alteração: 2017-11-03

Resumo


Introdução: A lateralização do Nervo Alveolar Inferior (NAI) é uma opção de tratamento para mandíbulas atróficas em que a reabilitação protética com implantes fica limitada pela reabsorção vertical na região posterior, que resulta na proximidade do canal mandibular com a borda alveolar. Esta técnica consiste na confecção de uma osteotomia na região posterior vestibular da mandíbula para tracionar o segmento do nervo alveolar inferior, a fim de possibilitar a colocação de implantes. Essa técnica pode ser realizada com o ultrassom Piezoelétrico, apresentando vantagens como precisão no corte, menor inflamação, menor aquecimento e necrose óssea além de pouca ou nenhuma injúria a tecidos moles.

Objetivos: Relatar um caso clínico no qual foi realizada a técnica de lateralização bilateral do NAI por meio de piezocirurgia, seguida da instalação de implantes e regeneração tecidual guiada.

Materiais e métodos: Paciente de 57 anos, gênero feminino, procurou atendimento em busca de reabilitação fixa por meio de implantes dentários. Primeiramente foi realizado descolamento periosteal e localização do forame mentual, deu-se início a osteotomia para abertura de uma janela óssea vestibular. Com o Piezoelétrico Woodpecker foi removido a camada de osso medular sobre o nervo alveolar inferior, expondo-o. Assim que o feixe ficou exposto ele foi liberado no sentido mesio-distal, usando um descolador de Hourigan. Então, realizou-se a lateralização mínima do NAI para que as fresas escalonadas dos implantes pudessem preparar seus leitos. Após realizada a fresagem foram selecionados os implantes 3,5 x 13mm (mesial) e 3,5 x 15 (distal) instalados um por vez com cautela. O retalho mucoperiostal foi devidamente posicionado e suturado  com fio  Mononylon  5-0. Todo o procedimento foi realizado bilateralmente.

Resultados: A paciente foi acompanhada em pós-operatório por 7, 15, 21, 45, 60 e 90 dias, apresentando boa cicatrização, estabilidade dos implantes e ausência de sinais de infecção.

Conclusões: A lateralização com dispositivo piezoelétrico  oferece maior segurança em procedimentos mais invasivos e relacionados a estruturas nobres como nervos, vasos e membranas, com diminuição da reação inflamatória e preservação de tecido ósseo vital. O tempo de parestesia foi menor que o habitual utilizando piezo cirúrgico e a técnica de reabilitação foi realizada com sucesso.


Palavras-chave


Lateralização nervo. Piezocirurgia. Implantes dentários.