Portal de Conferências da IMED, VII Semana Acadêmica de Odontologia

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QUALIDADE DE VIDA E AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE BUCAL DE IDOSOS NÃO INSTITUCIONALIZADOS DA CIDADE DE MARAU-RS
Michele Natara Portilio, Priscila Ferronato Zanetti, Jaqueline Zamarchi, Eliane Gaio, Ana Paula Filippi, Lilian Rigo

Última alteração: 2017-11-03

Resumo


INTRODUÇÃO: A   qualidade   de   vida   relacionada   à   saúde   bucal   vem   sendo   estudada   por pesquisadores para reconhecer o impacto das doenças bucais na vida cotidiana das pessoas.

OBJETIVOS: Analisar a autopercepção em saúde bucal e a qualidade de vida dos idosos do município de Marau.

MATERIAIS E MÉTODOS: O estudo apresenta uma abordagem quantitativa com delineamento de prevalência. A amostra foi composta por 225 idosos não institucionalizados com 60 anos de idade ou mais, do município de Marau, Rio Grande do Sul, sendo a amostra probabilística realizada a partir de um cálculo amostral da população-alvo. A coleta de dados foi realizada na Praça Central da cidade nos meses de julho a agosto de 2017. Para a coleta de dados foram aplicados dois instrumentos validados, com a adaptação de algumas questões sociodemográficas: o índice sócio dental – GOHAI (Geriatric Oral Health Assessment Index) e a escala para avaliação da qualidade de vida - WHOQOL- OLD, (Wold Health Organization Quality of Life).

RESULTADOS: Dos 225 idosos, 62,7% eram do sexo feminino, 50,7% tinham 71 anos ou mais, 69,3% faziam o uso de próteses e as achavam em condições regulares (28%). Dos que não usavam próteses, o principal motivo era pelo seu alto custo (11,6%), porém, 40% dos entrevistados não sabem quando foi a última consulta odontológica. A pesquisa apresentou uma pontuação média de 35 pela escala do GOHAI, o que se traduz como uma  autopercepção  alta  da saúde bucal. Os resultados  das médias  dos  escores segundo  as  seis  facetas  do  WHOQOL-OLD  foram:  62,58  para  funcionamento sensório, 54,47 para autonomia, 64 para as atividades passadas, presentes e futuras, 62,3 para participação social, 72 para morte e morrer e 61% para intimidade, o que totalizou uma média geral de qualidade de vida de 62,7.

CONCLUSÕES: Com base nos resultados pode-se concluir que os idosos do munícipio não procuram com frequência o atendimento odontológico, pois, possuem uma alta autopercepção da sua saúde bucal. Em relação a qualidade de vida, os idosos apresentaram um escore baixo. Sugere-se assim, que as intervenções públicas para idosos devam ser direcionar suas ações para os domínios da qualidade de vida de pior percepção.


Palavras-chave


Qualidade de vida, Idosos, Saúde bucal.