Portal de Conferências da IMED, VIII Semana Acadêmica de Odontologia

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IMPACTO DA PERCEPCAO, SATISFACAO BUCAL E DOR DENTAL NA QUALIDADE DE VIDA DE ESCOLARES
Keli Cristina Tessaro, Joane Viecilli Cechetti, Michele Natara Portilio, Olivia Dorigoni, Lilian Rigo

Última alteração: 2018-12-04

Resumo


Introdução: As doenças da cavidade oral podem afetar as atividades diárias. Portanto, o aumento do absenteísmo e a diminuição do desempenho escolar e no trabalho têm impactos econômicos e psicológicos generalizados que podem levar a reduções significativas na qualidade de vida (QV) do indivíduo.1 Contudo, as crianças e os adolescentes também devem ser considerados, devido ao grande número de problemas bucais que os acometem e que podem comprometer o desenvolvimento, o bem-estar e a QV.2

Objetivos: O propósito deste estudo foi conhecer o índice de cárie dentária, os escores de QV de escolares e verificar o impacto da autopercepcao bucal, da satisfação com boca e dentes e da dor dental na QV.
Material e Métodos: O estudo tem uma abordagem quantitativa do tipo transversal, cuja amostragem foi um censo de todos os 200 escolares com idades entre 9 à 15 anos da cidade de Marau, RS. Para a coleta de dados foi realizado um exame clínico utilizado o índice CPOD, um questionário autoaplicativo composto por questões de percepção e satisfação em saúde bucal, e para a avaliação da QV, utilizou-se a escala ‘Child Perceptions Questionnaire’ (CPQ11-14),3 versão curta, composta por itens distribuídos nos domínios: sintomas bucais, limitações funcionais, bem-estar emocional e bem-estar social.

Resultados: O CPOD médio dos adolescentes foi 1,92 (dp 2,18), porém, 65,2% dos escolares apresentaram algum dente com experiência de cárie. A média dos escores da QV foi 11,5 (dp 7,33), o que pode ser traduzido como baixa QV. Na análise ao Teste do Qui-quadrado de Pearson houve associação (p<0,05) entre o desfecho QV (CPQ11-14) e a satisfação com a boca, na qual os insatisfeitos apresentaram piores escores (71,4%); com a percepção do último tratamento odontológico, verificando que os que tiveram boa percepção tiveram melhores escores de QV (62,7%); e ainda, os que não tiveram dor de dente nos últimos seis meses tiveram melhores escores de QV (66,5%).

Conclusões: Após a análise dos resultados foi possível concluir que os escolares possuem um CPOD baixo, mas uma baixa QV, a qual mostrou-se relacionada a insatisfação bucal e dor dental impactando negativamente na QV destes escolares do município.



Palavras-chave


Cárie dentária. Estudantes. CPO-D. Qualidade de vida. Percepção.

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