Portal de Conferências da IMED, VIII Semana Acadêmica de Odontologia

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O ENSINO SOBRE REPARO EM RESTAURAÇÕES DE RESINA COMPOSTA NAS ESCOLAS DE GRADUAÇÃO EM ODONTOLOGIA NO BRASIL: RESULTADOS PRELIMINARES
Luiza Girotto, Françoise Hélène Van de Sande, Rafael Sarkis-Onofre

Última alteração: 2018-10-04

Resumo


Introdução: O reparo de restaurações com falhas é uma alternativa minimamente invasiva, que pode ser indicada como uma opção à substituição completa de restaurações1. A evidência atual demonstra bons resultados para restaurações reparadas2, no entanto, se o reparo de restaurações não for ensinado durante a graduação em Odontologia, existe uma maior chance de que o profissional não saiba realizar ou não adote esta prática1.

Objetivos: Assim, o objetivo desta pesquisa é conhecer sobre o ensino de reparo de restaurações de resina composta nas escolas de graduação em odontologia no Brasil. Material e Métodos: O estudo é observacional, transversal e quantitativo. A abrangência do estudo inclui todas as escolas de graduação em odontologia, localizadas no Brasil, cadastradas no Conselho Federal de Odontologia. A obtenção de dados foi realizada através da aplicação de um questionário via plataforma Google Formulários (“Questionário Estudo sobre Reparo”) para os professores de dentística das Instituições. Resultados: Após contato com 198 instituições, 126 delas informaram os respectivos professores para os quais foram enviados os questionários, obtendo-se 98 respostas (77,8% das escolas), das quais 41% são da região Sudeste e 35,7% da região Sul. Destes 98 professores, 97% já realizaram reparo em restaurações, 95,8% consideram que o resultado da maioria dos reparos aumenta o tempo de vida clínica (longevidade) das restaurações, 89,8% ensinam técnicas de reparo para os estudantes de graduação como uma alternativa à substituição de restaurações de resina composta com falhas. Dos 10,2% que não ensinam estas técnicas, todos responderam sim ou talvez quando questionados se pretendem introduzi-las nos próximos cinco anos, principalmente por ter experiência clínica (60%). Em relação ao ensino, 50,64% das técnicas são ensinadas em aulas teóricas para os níveis clínicos e para os pré-clínicos, com o objetivo de preservação de estrutura dentária (94,3%) e mínima intervenção (87,5%). Conclusões: Este trabalho permitiu concluir que o ensino de reparo de uma restauração de resina composta defeituosa, ao invés de uma substituição total de restauração, está se estabelecendo nos programas de ensino das escolas de Odontologia do Brasil, bem como permitiu conhecer como este ensino é desenvolvido.



Palavras-chave


Ensino em Graduação. Reparo em Restauração. Falha de Restauração Dentária. Resinas Compostas.

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