Portal de Conferências da IMED, VIII Semana Acadêmica de Odontologia

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INFLUÊNCIA DO USO DA FRESAGEM CONVENCIONAL VS. OSSEODENSIFICAÇÃO NA INTERFACE OSSO-IMPLANTE - UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE
P. H.W. Tretto, V. Fabris, Graziela Oro Cericato, Rafael Sarkis-Onofre, Atais Bacchi

Última alteração: 2018-10-04

Resumo


Introdução: Desde o início da terapia com implantes dentários, a técnica utilizada para a preparação do leito do implante tem sido considerada um dos fatores mais importantes que afetam a osseointegração. A manutenção do volume ósseo e da estrutura histológica óssea tem sido considerada dependente dos procedimentos realizados durante a osteotomia. Portanto, os instrumentos para a preparação do local do implante capazes de melhorar a osseointegração são desejáveis. A técnica convencional de perfuração progressiva é o método clássico para a preparação do local do implante, utilizando-se brocas com aumento de diâmetro sucessivo girando de 800 a 1500 rpm no sentido horário sob irrigação abundante para evitar o superaquecimento do osso. A osseodensificação é uma técnica substrativa e foi desenvolvia por HUWAIS em 2013, onde brocas especialmente desenhadas aumentam a densidade óssea à medida que expandem a osteotomia. Podem ser usadas em ambos o sentido a uma velocidade de 800 a 1200 rotações por minuto em movimento de “bouncing” (entrada e saída) sob irrigação profusa. Objetivos: Avaliar a influência de diferentes técnicas utilizadas para a preparação do local do implante na interface osso-implante. Material e Métodos: Qualquer tipo de estudo clínico ou animal foi pesquisado no MEDLINE/PubMed, no ISI-Web of Science e no SciVerse Scopus. Dois revisores independentes examinaram títulos/resumos de artigos e o texto completo de estudos potencialmente elegíveis. A comparaçao de contato osso/implante foi estimada usando meta-análise pareada. Resultados: Dois estudos com animais foram observados. Todas as avaliações biomecânicas apresentaram benefícios significativos com o grupo osseodensificação, incluindo maior torque de inserção, maior torque para remoção e maior estabilidade primária e secundária. A análise histológica revelou contato osso/implante significativamente maior no grupo osseodensificação em ambos os estudos. Um volume ósseo significativamente maior em torno dos implantes também foi observado para o grupo osseodensificação em um dos estudos. Na metanálise, o efeito combinado não indicou diferenças significativas. Conclusões: Com base nos resultados deste estudo, foi observado que as técnicas utilizadas proporcionaram resultados similares de osseointegração. Poucas evidencias foram observadas sobre o uso da técnica de osseodensificação, entretanto, os achados mostraram resultados promissores e encorajadores devido ao aumento significativo nas propriedades biomecânicas

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