Portal de Conferências da IMED, X Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e IX Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação da IMED 2016

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Aparelhos fotopolimerizadores – preferências e uso clínico pelos Cirurgiões - Dentistas
Raquel Cristine Scariot, Francieli Pacheco De Miranda, Janesca De Lurdes Casalli, Joseane Vicari Calza

Última alteração: 2016-07-26

Resumo


Introdução: As resinas compostas são indicadas para a recuperação anátomo-funcional das estruturas dentais, sendo assim, cada vez mais aparelhos e métodos para a polimerização destas vêm evoluindo buscando a melhora das propriedades das restaurações e o aumento da sua longevidade.

Objetivo: Este trabalho teve como objetivo avaliar o tipo utilizado, conhecimento e uso clínico dos aparelhos fotopolimerizadores perante os cirurgiões-dentistas.

Métodos: A obtenção dos dados se deu pela aplicação de um questionário, composto de:  3 perguntas objetivas sobre o tipo do aparelho fotopolimerizador utilizado e 3 questões objetivas que abordavam a contração de polimerização e a sensibilidade pós-operatória. A amostra foi composta por 34 cirurgiões- dentistas do curso de especialização em Dentística Restauradora do Centro de Estudos Odontológicos Meridional - CEOM / IMED dos anos de 2015 e 2016.

Resultados: Os resultados mostraram que dos 34 cirurgiões dentistas entrevistados 35,30% utilizavam fotopolimerizador da marca Gnatus, 23,53% Radi Call, e 20,58% Schuster. Relacionado ao ano 35,3% possuiam fotopolimerizador do ano de 2015, 17,64% de 2010, e 11,77% de 2014. Quanto ao tipo de lâmpada utilizada 91,14% utilizavam de Led, 5,38% halógena, e 2,94% led e halógena. Em relação as consequências da contração de polimerização 23,52% dos cirurgiões-dentistas relacionaram mais de uma, sendo: a sensibilidade pós-operatória, infiltração marginal, cárie recorrente e trinca de esmalte, 20,58% que apenas infiltração marginal é uma consequência. 23,52% que apenas sensibilidade pós-operatória. Do total da amostra 29,4% disseram que para diminuir o estresse da contração de polimerização utilizavam outros meios, 17,64% polimerização do tipo ramp, 20,58% polimerização do tipo step. Pode-se observar que 70,56% dos entrevistados relataram que menos da metade dos casos ocorreram incidências de sensibilidade após o tratamento restaurador com resina composta, 20,58% nunca, e 8,82% em metade dos casos.

Conclusão: Foi possível observar os tipos de aparelhos mais utilizados, os métodos e maneira do uso dos fotopolimerizadores, o conhecimento em relação à contração de polimerização e à incidência de sensibilidade pós-operatória relatado pelos cirurgiões-dentistas, pois sabe-se que os aparelhos fotopolimerizadores e seu uso estão relacionados com o sucesso nas restaurações de resinas compostas.

Palavras-chave


Fotoiniciadores Dentários. Contração de Polimerização Resinas Compostas.

Referências


SCHNEIDER, A. C. et al., Influência de três modos de fotopolimerização sobre a micro dureza de três resinas compostas. Polímeros, 26(número especial), 37-42, 2016.

GONZALEZ, M.R. et al. Avaliação da tensão de contração durante a polimerização de uma resina em função da área aderida. Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 69, n. 1, p. 21-4, jan./jun. 2012.