Portal de Conferências da IMED, X Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e IX Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação da IMED 2016

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RELAÇÃO PACIENTE-DENTISTA: UMA ANÁLISE DA INFLUÊNCIA DO AFETO E COGNIÇÃO NA CONFIANÇA
Michele Natara Portilio, Lilian Rigo, Kenny Basso

Última alteração: 2016-07-21

Resumo


Introdução

A confiança interpessoal é definida como o grau de confiança de uma pessoa em relação à outra e sua intenção de ação baseando-se nas palavras, ações e decisões do outro. A confiança cognitiva é baseada na competência e a confiança afetiva baseada nos sentimentos gerados pelo cuidado, atenção e preocupação demonstrados pelo indivíduo.

Objetivos

Verificar o afeto e cognição na relação de confiabilidade entre paciente-dentista.

Método

O delineamento do estudo é do tipo quantitativo analítico transversal. A amostragem foi realizada por conveniência, onde todos os pacientes em tratamento nas Clínicas de Odontologia da graduação e pós-graduação da Faculdade Meridional, presentes na cidade de Passo Fundo e de dois consultórios particulares situados na cidade Carazinho, sendo situados no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, durante os meses de novembro de 2015 a abril de 2016 para participar da pesquisa, o que resultou em uma amostra de 150 pessoas.  Para possibilitar a pesquisa foi utilizado como instrumento de coleta de dados um questionário, estruturado com perguntas fechadas, com questões sociodemográficas auto aplicativas, e as escalas de afeto percebido, aspectos cognitivos e confiança. Analisamos os dados de forma descritiva, através dos resultados obtidos pelas variáveis do questionário sociodemográfico, além de realizar um cruzamento dos dados para verificar inferências estatísticas ao nível de significância de 5%. Os dados foram analisados através do software estatístico SPSS.

Resultados

Os resultados obtidos mostraram que a maioria dos entrevistados da amostra são do sexo feminino (53,4%), solteiros (as) (42,9%), estudaram até o segundo grau (39,4%), frequentam o dentista pelo menos 1 vez por mês (40,3%), o dentista tem 30 ou menos anos de idade (53,8%), sendo a maioria dos profissionais do sexo feminino (59,1 %).  Na análise inferencial ao teste de ANOVA verificou-se que houve uma relação estatisticamente significativa entre afeto e cognição na formação da confiança com os dentistas (p<0,001).

Conclusão

Foi possível concluir que houve influência do afeto e cognição na confiança com o dentista, assim pode-se dizer que os aspectos interacionais da relação paciente-dentista permanecem como aspecto central para percepção de confiança no trabalho desenvolvido.

Palavras-chave: Relações Dentista-Paciente, Serviços de Saúde, Confiança.


Palavras-chave


Relações Dentista-Paciente, Serviços de Saúde, Confiança.

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