Portal de Conferências da IMED, X Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e IX Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação da IMED 2016

Tamanho da fonte: 
O CONSUMO DE ÁLCOOL E SEUS REFLEXOS NA ATIVIDADE LABORAL: COMO AS ORGANIZAÇÕES ENFRENTAM O PROBLEMA
Elenise Abreu Coelho, Carlos Costa

Última alteração: 2016-07-21

Resumo


As preocupações em torno do alcoolismo se devem em grande parte, ao aumento do consumo compulsivo e incontrolado da bebida alcoólica que se verifica atualmente, em especial, na população economicamente ativa. Tal fato gera inúmeros prejuízos não apenas para o sujeito, mas para as organizações de trabalho e a sociedade em geral. Este estudo descritivo, exploratório e de abordagem quantitativa, foi realizado com o objetivo de avaliar a percepção de gestores de empresas estabelecidas no município de Erechim (RS) sobre os reflexos do alcoolismo no ambiente laboral e identificar as formas de abordagem do problema por parte delas. A coleta de dados foi realizada por meio de questionários, enviados por mensagem eletrônica a 50 gestores de empresas dos ramos de serviços e indústria do município, escolhidas aleatoriamente. Na maioria das empresas participantes há ou já houve casos de trabalhadores alcoolistas, entretanto, apenas em oito delas há políticas de prevenção ou auxílio à doença. A prevalência do alcoolismo é maior d­­­entre os trabalhadores do sexo masculino e que atuam nas áreas de produção. Os sintomas mais observados pelos gestores nos trabalhadores alcoolistas foram o hálito alcoólico e a falta de coordenação motora. Com relação aos prejuízos sofridos pelas empresas, o absenteísmo, atrasos e acidentes de trabalho estão entre os mais prevalentes. O estudo revela a necessidade de um olhar mais consistente ao problema do alcoolismo no meio laboral, bem como da adoção de programas de prevenção e conscientização acerca da doença.


Palavras-chave


Alcoolismo; Trabalhador alcoolista; Organizações; Prevenção.

Referências


ACSELRAD, G. et al. Consumo de bebidas alcoólicas no Brasil: estudo com base em fontes secundárias. Relatório de Pesquisa, FLACSO, 2012.

ASHE, C.; NEALY, C. Substance abuse in the workplace. Journal of Business & Economics Research, v. 3, n. 9, p. 51-56 ,2005.

AMES, G. M.; BENETT, J. B. Prevention interventions of alcohol problems in the workplace a review and guiding framework. Targeted Prevention Approaches—What Works v. 34, n. 2, p. 175-187, 2011.

ALVAREZ, A. M. A. Fatores de risco que favorecem a recaída no alcoolismo. J Bras Psiquiatria, v. 56, n. 3, p. 188-193, 2007.

BARROS, D. R. et al. Alcoolismo no contexto organizacional: uma revisão bibliográfica. Psicologia &m foco, v. 2, n. 1, p. 48-57, jan./jun. 2009.

DONATO, M.; ZEITOUNE, R. C. G. Reinserção do trabalhador alcoolista: percepção, limites e possibilidades de intervenção do enfermeiro do trabalho. Esc Anna Nery R Enferm, v. 10, n. 3, p. 399-407, 2006.

FERREIRA, M. L.; SARTES, L. M. A. Ambiente de Trabalho para o Uso de Drogas: Revisão. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 35, n. 1, p. 96-110, 2015.

FIZIOLA, P. R. B. et al. Alcoolismo no Nordeste do Brasil – prevalência e perfil sociodemográfico dos afetados. J Bras Psiquiatria, v. 57, n. 4, p. 227-232, 2008.

FONSECA, F.F. Conhecimentos e opiniões dos trabalhadores sobre o uso e abuso de álcool. Esc Anna Nery Rev Enferm, v. 11, n. 4, p. 599-604, dez. 2007.

HERMANSSON, U. et al. Screening and Brief Intervention for Risky Alcohol Consumption in the Workplace: Results of a 1-Year Randomized Controlled Study. Alcohol & Alcoholism, v. 45, n. 3, pp. 252–257, 2010.

LOPES, M. Uso de álcool, estresse no trabalho e fatores associados entre servidores técnicos administrativos de uma universidade pública. 170 p. Dissertação (Mestrado em Enfermagem), Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, SP, 2011.

LUCAS, S. A. S. A. C. O alcoolismo nas organizações estudo do caso da TAP. 84 p. Dissertação (Mestrado em Gestão), Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Lisboa, Portugal, 2009.

MACHADO, E. C. M. Alcoolismo no trabalho: uma visão da equipe de enfermagem. Revista Saúde e Desenvolvimento, v. 6, n. 3, p. 201-218, jul. 2014.

MATANO, R. A. et al.A pilot study of an interactive web site in the workplace for reducing alcohol consumption. Journal of Substance Abuse Treatment, v. 32, 2007.

MELONIA. J. N.; LARANJEIRA, R. Custo social e de saúde do consumo do álcool. Rev Bras Psiquiatria, v. 26, n. (SupI), p. 7-10, 2004.

ORTIZ, C. M. B.; MARZIALE, M. H. P. El consumo de alcohol en personal administrativo y de servicios de una universidad del Ecuador. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 18, n. (spe), p. 487-95, may./jun. 2010.

ROMAN, P. M.; BLUM, T. C. The workplace and alcohol problem prevention. Alcohol Research & Health, v. 26, n. 1, p. 49-57, 2002.

RONZANI, T. M.; FURTADO, E. F. Estigma social sobre o uso de álcool. J Bras Psiquiatria, v. 59, n. 4, p. 326-332, 2010.

ROSSATO, V. M. D.; KIRCHHOF, A. L. C. O trabalho e o alcoolismo: estudo com trabalhadores. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 57, n. 3, p. 344-9, mai./jun. 2004.

SCHROEDER, C.; HOCH, V. A. O uso de bebidas alcoólicas entre funcionários/colaboradores de empresas. Unoesc & Ciência - ACHS, v. 1, n. 2, p. 169-182, mar. 2011.

SEIXAS, E. G.; PEREIRA, C. A. L. A atuação do enfermeiro na prevenção do alcoolismo no ambiente de trabalho. Revista Recien, v. 4, n. 10. p. 24-32, 2014.

 


Texto completo: PDF