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Imunoprofilaxia entre estudantes de Odontologia e Medicina da IMED
Jefferson Cunha, Priscila Ferraz Bortolini, Caroline Calice da Silva, Deniz Anziliero

Última alteração: 2016-07-14

Resumo


Introdução: O Programa Nacional de Imunizações objetiva o controle de doenças através de amplas coberturas vacinais, provendo à população imunidade contra diferentes doenças. Entretanto, é comum em todo o mundo, a adoção de falsas contraindicações à vacinação, apoiadas em conceitos empíricos, reduzindo a oportunidade de vacinação da população junto aos serviços de saúde. Neste sentido, a imunização dos profissionais da área de saúde objetiva a proteção contra doenças às quais esses indivíduos estão mais expostos, decorrência da atividade que desenvolvem, doenças como as hepatites A e B, influenza, sarampo, caxumba, rubéola, varicela e tuberculose, estão entre as mais importantes, e todas são preveníveis através da vacinação. Para outras infecções como hepatite C e HIV, até o momento não existem vacinas disponíveis, sendo sempre necessária a adoção de normas de segurança, além da profilaxia pós-exposição.

Objetivos: Descrever o perfil vacinal dos estudantes de odontologia e medicina da IMED.

Metodologia: Estudo descritivo, com dados secundários do banco da comissão de biossegurança da IMED. Os dados foram tabulados em relação as seguintes informações: graduação, idade, gênero e perfil de imunoprofilaxia.

Resultados: Dos 408 estudantes matriculados nos cursos de odontologia e medicina, existem informações acerca da vacinação de 35 % (n=145) dos estudantes. Destes, 79 % mulheres e 21 % homens, com mediana de 20 anos de idade (17-40 anos). Apenas 21% dos estudantes, aprestam alguma imunoprofilaxia recomendada aos profissionais de saúde, segundo o Ministério da Saúde (dTp, Tétano e Hepatite B). Dos estudantes que possuem alguma informações, apenas 9,6% possui imunoprofilaxia com soroconversão adequada para hepatite B.

Considerações finais: Considerando as recomendações do Ministério da Saúde, podemos concluir que baseada nas informações disponíveis, a taxa de imunoprevenção entre os estudantes de odontologia e medicina é extremamente preocupante. Assim, tendo em vista que estes estudantes estão sujeito a acidentes com material biológico durante o curso de sua formação, é necessário que se implementem campanhas educativas e de orientação para que os mesmos  se submetam a imunoprofilaxia necessária, reduzindo assim, a possibilidade de contrair infecções com agentes infeccioso passiveis de prevenção.


Palavras-chave


vacinas; perfurocortantes; imunoprevenção;

Referências


BRASIL, Ministério da Saúde. Programa nacional de imunizações, 2003.

BRASIL, Ministério da Saúde. Manual dos centros de referência para imunobiológicos especiais, 3ed., 2006.

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