Portal de Conferências da IMED, X Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e IX Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação da IMED 2016

Tamanho da fonte: 
O conto como instrumento terapêutico
Linéia Polli, Juliana Frighetto

Última alteração: 2016-07-19

Resumo


Durante o passar dos séculos os contos de fadas vem sendo narrados e repassados através das gerações, transmitindo significados que atuam na personalidade e abarcam tanto a mente da criança, quanto do adulto. A história contém significados e mensagens que transpassam o inconsciente, o pré-consciente e o consciente, e geram subsídios para laborar com problemas da humanidade de cunho universal. O conto dá a possibilidade de, através da ação nas vias psíquicas, compreender as transformações que nelas ocorrem. Ao transmitir a leitura, se passa também informações e conhecimentos que dão ao ouvinte, além do despertar de sentimentos, prazeres e emoções, um amparo para a melhor compreensão da vida e do mundo. O presente estudo tem como objetivo mostrar como os contos infantis são importantes no desenvolvimento simbólico da criança e auxiliam nos processos de elaboração e representação dos conflitos inconscientes. O método utilizado foi uma pesquisa qualitativa bibliográfica, constituída de um referencial psicanalítico. Os resultados obtidos demonstram que a utilização do conto como prática terapêutica possibilita à criança uma melhora na capacidade de simbolização e elaboração dos seus conflitos, fazendo ligações entre o simbólico e o real. Consequentemente, adquire níveis mais elevados de verbalização e desenvolvimento, tanto psicológico (expressando seus sentimentos), quanto de ganho nas relações sociais. Assim, o conto mostra-se como um mediador para as representações conscientes, de modo que as pulsões nocivas inconscientes diminuem gerando benefícios para a criança, pois proporciona um maior amadurecimento mental. Portanto, o uso do conto como instrumento terapêutico, auxilia por meio da fantasia, na criação de novos sentidos para os conflitos internos e externos, possibilitando que através de projeções e laços transferenciais, a criança torne-se consciente de sua infância e singularidade.


Texto completo: PDF