Portal de Conferências da IMED, XIV Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e XIII Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2020

Tamanho da fonte: 
TAREFA DE FLUÊNCIA VERBAL FONÊMICA: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE ADULTOS IDOSOS COM E SEM DECLÍNIO COGNITIVO
Gabriela Mendes dos Santos Bernardi, Aline Francieli Martins Maronez Volkweis, Ângela Grubel Bandeira, Carlos Eduardo Prestes Polese, Camila Rosa de Oliveira

Última alteração: 2020-10-27

Resumo


Vinculadas à cognição humana e responsáveis pelo controle cognitivo, comportamental e emocional do indivíduo, as funções executivas representam uma importante área cognitiva. Um indicador das funções executivas pode ser a fluência verbal, envolve a capacidade de busca e recuperação de dados armazenados na memória de longo prazo. A função de fluência verbal apresenta-se alterada em processos patológicos como demências do tipo Alzheimer e em quadros psiquiátricos como a depressão e a esquizofrenia. A demência origina-se por variadas condições degenerativas localizadas em diferentes partes do cérebro, afetando funções cognitivas distintas. A avaliação da fluência verbal apresenta sensibilidade ao distinguir indivíduos com e sem alterações cognitivas. Esta pesquisa objetivou identificar evidência de validade baseada em variáveis externas de uma tarefa de fluência verbal fonêmica (FAS) a partir da comparação entre adultos idosos cognitivamente saudáveis e idosos que apresentam declínio cognitivo. A população deste estudo foi composta por 217 adultos idosos com idades entre 60 e 99 anos, os quais residiam na região norte ou metropolitana do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Os adultos idosos foram divididos em dois grupos a partir dos escores no Mini Exame do Estado Mental (MEEM): Ausência de Comprometimento Cognitivo e Presença de Comprometimento Cognitivo. Foi realizada a aplicação de um questionário sócio demográfico, MEEM (adaptado por Chaves & Izquierdo, 1992), e a Tarefa de Fluência Verbal Fonêmica - FAS (Strauss, Sherman, & Spreen, 2006). Incluiu-se que adultos idosos com presença de comprometimento cognitivo, em comparação a adultos idosos sem alterações cognitivas, demonstraram pior desempenho no FAS, o que seria um indicativo de funções executivas reduzidas.

Palavras-chave


Idosos; Comprometimento Cognitivo; Fluência Verbal Fonêmica

Referências


Barbosa, M. P. U. (2014). Manual de Métodos Quantitativos de Pesquisa: Suporte ao Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). São Paulo: Ãnima Educação.

Brucki, S. M. D., & Rocha, M. S. G. (2004).  Teste de Fluência por Categoria: efeitos da idade, gênero e educação na pontuação total, agrupamento e troca em indivíduos de língua portuguesa. Revista Brasileira de Pesquisa Médica e Biológica, 12(37), 1771 – 1777. doi  10.1590/S0100-879X2004001200002

Cabral, A. P. dos, & Lacerda, M. C. C. de. (2016). Análise da Fluência Verbal em Idosos Institucionalizados. II Congresso de Ciência e Tecnologia da PUC Goiás. Retrieved from   http://pucgoias.edu.br/ucg/prope/pesquisa/anais/2016/

Chaves, M. L., & Izquerdo, I. (1992).  Diferential Diagnosis Between Dementia and Depression: A Study of efficiency increment. Acta Neurologia Scandinavica, 85(6), 378 - 382. doi 10.1111/j.1600-0404.1992.tb06032.x

Costa, S. A. A., Miotto, E. C., Lúcia, M. C. S. de, & Scaff, M. 2013. Atividade Física, Envelhecimento, e o Desempenho no Teste de Fluência Verbal Categoria Animais. Psicologia Hospitalar, 1(11) 88 – 102. Retrieved from http://pepsic.bvsalud.org/pdf/ph/v11n1/v11n1a06.pdf

Dias N. M., Seabra A. G.(2013). Funções Executivas: desenvolvimento e intervenção. Temas sobre Desenvolvimento, 206-12. Retrieved from file:///C:/Users/Usuario/Downloads/Temasdesenvolv201319107206-212.pdf

Guimarães, P. R. B. (2008). Métodos Quantitativos Estatísticos (1º Ed). Curitiba: IESDE Brasil S.A.

Green, J. (2000). Neuropsychological evaluation of the older adult: a clinician’s guidebook. San Diego: Academic.

Gomes, J. S., Simonetti, L., & maidel, S. (2018). Funções Executivas e Regulação Cognitivo-Emocional: Conexões anatômicas e funcionais. Revista de Ciências Humanas, 52, 2178 - 4582. doi 10.5007/2178-4582.2018.42170

Hamdan, A. C., & Pereira, A. P. de A. (2009). Avaliação neuropsicológica das funções executivas: considerações metodológicas. Psicologia: Reflexão e Crítica, 3(22), 386 - 393. doi 10.1590/S0102-79722009000300009

Irigaray, T. Q., Schneider, R. H., & Gomes, I. (2011). Efeitos de um treino cognitivo na qualidade de vida e no bem-estar psicológico de idosos. Psicologia, Reflexão e Crítica, 4(24), 810 - 818. doi 10.1590/S0102-79722011000400022

Kochhann, R., Varela, J. S., Lisboa, C., S., de M., & Chaves, M. L. F. (2010).  The Mini Mental State Examination: Review of cutoff points adjusted for schooling in a large Southern Brazilian sample. Dementia & Neuropsychologia, 1(4), 35-41. doi 10.1590/S1980-57642010DN40100006

Luria, A.R. (1981). Fundamentos de neuropsicologia. São Paulo: Livros Técnicos e Científicos.

Mangone, C. A. (2004). Heterogeneidad clínica de la enfermedad de Alzheimer: Diferentes perfiles clínicos pueden predecir el intervalo de progresión. Revista Neurología,38 , 675- 681. doi 10.33588/rn.3807.2003542

Opasso, P. R., Barreto, S. dos S., & Ortiz, K. Z., (2016). Fluência verbal fonêmica em adultos de alto letramento. Einstein, (3)14, 398-402. doi 10.1590/S1679-45082016AO3629

Ostrosky-Solís, F., Ardila, A., & Rosselli, M. (1999). NEUROPSI: a brief neuropsychological test battery in Spanish with norms by age and educational level. Journal of the International Neuropsychological Society, 5, 413-433. doi 10.1017/S1355617799555045

Pereira, K. C. R., Alvarez, A. M., & Traebert, J. L. (2011).  Contribuição das condições sociodemográficas para a percepção da qualidade de vida em idosos. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, 1(14), 85 – 95. doi  10.1590/S1809-98232011000100010.

Petroianu, A., Capanema, H. X. de M., Silva, M. M. Q., & Braga, N. T. P. (2010).   Atividade Física e Mental no Risco de Demência em Idosos. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 4(59), 302 – 307. doi 10.1590/S0047-20852010000400006

Rodrigues, A. B., Yamashita, E. T., & Chiappetta, A. L. de M. L. (2008). Teste de fluência verbal no adulto e no idoso: verificação da aprendizagem verbal. Revista CEFAC, (4)10, 443 - 451. doi 10.1590/S1516-18462008000400004

Santos, F. H. dos, Andrade, V. M., & Bueno, O.  F. A.  (2009). Envelhecimento: um processo multifatorial. Psicologia em Estudo, 1(14), 3 - 10. doi 10.1590/S1413-73722009000100002

Santos, I. M. M dos; Chiossi, J. S. C; Soares, A. D.; Oliveira, L. N. de ; & Chiari, B. M. (2014). Phonological and semantic verbal fluency: a comparative study in hearing-impaired and normal-hearing people. CoDAS, 26 (6), 434-438. doi: 10.1590/2317-1782/20142014050

Silva, T. B. L da; Yassuda, M. S., Guimarães, V. V., &  Florindo, A. A. (2011). Fluência verbal e variáveis sociodemográficas no processo de envelhecimento: um estudo epidemiológico.Fluência verbal e variáveis sociodemográficas no processo de envelhecimento: um estudo epidemiológico. Psicologia: Reflexão e Crítica, 24(4), 739-746.  doi 10.1590/S0102-79722011000400014

Sobral, M., Pestana, M. H., & Paul, C. (2015). Reserva cognitiva e gravidade da doença de Alzheimer. Arquivos de Neuro-Psiquiatria ,6(76), 480-486. doi 10.1590/0004-282X20150044

Souza, G. S. de., Santos, A. R. dos; & Dias, V. B. (2013). Métodologia da Pesquisa Científica: A construção do conhecimento e do pensamento científico no processo de aprendizado. Porto Alegre: Animal.

Souza, M. C., Bernardes, F. R., Machado, C. K., Favaretto, N. C. Carleto, N. G., Santo, C. E., &   Belaunde, A. M. A. (2018). Revista CEFAC, 4(20), 493 – 502. doi  10.1590/1982-0216201820417717

Strauss, E., Sherman, E. M. S., & Spreen, O. (2006). A compendium of neuropsychological tests: administration, norms and commentary (3rd ed.). New York: Oxford University Press

Verghese, J., Lipton, R. B., Katz, M., Salão, C. B., Derby, C. A. Kuslansky, G.,..., & Buschke, H. (2003).  Leisure Activities and the Risk of Dementia in the Elderly. The New England Journal of Medicine, (348) 2508 – 2516. doi 10.1056 / NEJMoa022252