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POR UMA NOVA REALIDADE SOCIOESPACIAL: REFLEXÕES ACERCA DO PATRIMÔNIO CULTURAL EM MEIO A UMA PANDEMIA
Nauana da Costa Reginato, Dirceu Piccinato Junior

Última alteração: 2020-10-27

Resumo


No final de 2019 a eclosão de um novo agente do coronavírus impactou a todos com uma doença aguda e contagiosa denominada COVID-19.  Em poucos dias ou semanas o mundo mudou, e no campo do patrimônio cultural não foi diferente. A pandemia gerou um choque repentino e substancial nos setores das artes, cultura e patrimônio. A situação na qual nos encontramos é, sem dúvida, um estado de exceção por natureza. Em razão disso, torna-se complexo criar padrões ou estabelecer como seria a gestão ideal de uma cidade e também de seu patrimônio nessas condições. O novo coronavírus tem se mostrado indiferente em relação a dimensão das cidades brasileiras. Tal conjuntura, caracteriza-se na necessidade de se construir uma “gestão sustentável integrada” nas cidades. Com base no breve panorama descrito, o presente trabalho tem como objetivo traçar uma análise reflexiva e crítica acerca da gestão urbana, associando a ela a cultura, o patrimônio e a conjuntura atual, já que essa última está vivenciando mudanças econômicas, sociais e culturais. Pretende-se dessa forma pensar em medidas que possam apoiar a cultura, salvaguardar o patrimônio material e imaterial e capacitar artistas, criadores e gestores no momento presente, assim como no pós crise. A metodologia utilizada é de cunho qualitativo e de caráter analítico crítico, segundo uma investigação dos conceitos, preceitos e teorias contemporâneas do patrimônio cultural e revisões bibliográficas pertinente ao tema. As reflexões e discussões demonstram que a preservação e valoração do patrimônio cultural está intrinsicamente associada ao conceito de sustentabilidade integrada das cidades.


Palavras-chave


Patrimônio cultural; Pandemia; Formação socioespacial; Gestão urbana.

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