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Casos de Febre Amarela notificados mo Brasil.
Nicole Berton, Deniz Anziliero

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


Casos de Febre Amarela notificados no Brasil Introdução:A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda causada por um arbovírus do gênero Flavivírus. A doença apresenta dois ciclos epidemiológicos de transmissão: Urbano e Silvestre. O ciclo urbano não acontece no Brasil desde a década de 40. Já no ciclo silvestre, o homem se torna o hospedeiro acidental ao adentrar ou residir em área de mata onde há a presença dos mosquitos infectados do gênero Haemagogus sp. e Sabethes sp., principais vetores da doença. Já nos macacos, são considerados hospedeiros acidentais e sentinelas da enfermidade. A doença apresenta surtos caráter sazonal endêmico, (dezembro e maio) na região Amazônica e de períodos intercalados epizoóticos (a cada 10 anos), geralmente nas regiões Centro­Oeste, Sudeste e Sul do país. Objetivo: Realizar um levantamento epidemiológico dos casos de Febre amarela notificados entre dezembro de 2016 e abril de 2017. Metodologia: Os dados foram compilados dos boletins epidemiológicos semanais da Secretaria de Vigilância Epidemiológica - Ministério da Saúde publicados entre dezembro de 2016 e abril de 2017. Análise de dados: Foram notificados neste período, 2900 casos suspeitos de febre amarela silvestre. Destes,31% continuam sob investigação, 23% foram confirmados, 7,3% descartados e 12,8%vieram à óbito. Até este momento, o Rio Grande do Sul registrou apenas quatro casos suspeitos, uma taxa significativamente menor daocorrida no ultimo surto em2009 (21 casos/9 óbitos). Nestesurto, foram notificadas 958 casos emmacacos, 2.016 mortes e 204 confirmados apenas no Estado. Até o momento, temos apenas 474 confirmados, no Pais. Se comparados os últimos registros (2008/2009 e 2016/2017) é possível observar que a intensidadedeste surtoé baixa se comparado a última ocorrência. Essa diferença, poderia ser explicada pela intensa campanha de vacinação ocorrida em 2009, e pela baixa incidência no Rio Grande do Sul. Além disso, rápida mobilização governamental para conscientizar a população em relação a importância da vacinação para a Febre Amarela pode ter contribuído. Conclusão: A vacinação em áreas de risco para a febre amarela continua sendo a melhor estratégia para evitar novos surtos em humanos e preservar a vida dos primatas não humanos. Referências: Brasil. Ministério da Saúde. Boletin Epidemiológico nº 37/201

Palavras-chave


febre amarela,doenças epidemiológicas