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EDENTULISMO E PERDA DENTAL SUA RELAÇÃO COM A QUALIDADE DE VIDA
Michele Natara Portilio, Kelly Knack, Lilian Rigo

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


Introdução

Em termos proporcionais a população idosa brasileira tem aumentado, a faixa etária a partir dos 60 anos de idade é a que mais cresce. Segundo as projeções estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) entre 1950 a 2025 o grupo de idosos no Brasil deverá ter aumentado 15 vezes. Observa-se que nesta idade a presença da má-higiene oral e consequentemente acompanhada por processos orais negativos como doença da cárie, doenças relacionadas à gengiva e como consequência desses acometimentos a perda dental ou o edentulismo. A saúde bucal é a parte da saúde geral essencial para a qualidade de vida. Tendo em vista sua relevância e importância na funcionalidade, função social sem interferir na atividade diária, sem atribuir transtornos físicos, psicológicos ou sociais.

Objetivos

Analisar e relacionar a qualidade de vida com a perda dentária e edentulismo em idosos.

Metodologia

Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados BIREME, LILACS, MEDLINE, além da biblioteca virtual Scientific Eletronic Library Online (SciELO), com um total de 22 artigos, todos relacionados com a autopercepção dos idosos frente à sua saúde bucal e sua relação com a qualidade de vida dos mesmos, além de fatores associados à necessidade subjetiva de tratamento odontológico e acesso aos serviços de saúde bucal.

Hipótese

A hipótese deste trabalho é que a relação da qualidade de vida com o edentulismo e a perda dentária apresentará resultados negativos, fatos os quais interferem de forma desfavorável revelando-se em vários âmbitos na vida e na saúde dos idosos.

Resultados

Os resultados obtidos mostraram que a maioria dos trabalhos analisados realizaram em sua pesquisa o índice CPOD os quais revelaram o valor médio de 28, mais de 55% dos idosos utilizam a rede pública de atendimento odontológico, cerca de 70% dos indivíduos os quais participaram das pesquisas eram edentulos, os idosos possuíam em média 1 a 7 elementos dentais livres de cárie. Os resultados obtidos através do questionário Índice Geriatric Oral Health Assessment (GOHAI) os indivíduos autoavaliaram sua saúde bucal como moderada, mais de 50% dos idosos percebiam a necessidade de tratamento odontológico e relataram que a saúde bucal afeta negativamente o relacionamento social. A autopercepção negativa esteve fortemente associada à necessidade de subjetiva de tratamento e os impactos negativos foram maiores nos indivíduos edêntulos.

Considerações finais

De acordo com os dados obtidos, a população idosa em sua grande maioria autoavalia sua saúde oral como negativa a qual envolve à necessidade subjetiva de tratamento, além disso a pesquisa revelou que a maioria dos idosos são edêntulos. Esses fatos interferem na autoestima, alimentação, nutrição, função, deglutição, fonação, saúde geral e relacionamentos interpessoais.

REFERÊNCIAS

ANDRADE, F. B. et al. Fatores associados à autopercepção de saúde bucal ruim entre idosos não institucionalizados no município em São Paulo, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 28, n. 10, p. 1965-1975, out. 2012.

 

 


Palavras-chave


Qualidade de vida, Idosos, Saúde bucal.