Portal de Conferências da IMED, XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e X Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2017

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AVALIAÇAO DO CONHECIMENTO DOS ALUNOS DE CLINICA ODONTOLOGICA DA IMED QUANTO AO REFLUXO DURANTE PROCEDIMENTO DE ANESTESIA LOCAL
Pâmela Martins, Thaís Brock, Vinícius Fabris, Kelma Castro Zanatta, Manuel Radaelli

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


Introdução: A anestesia local constitui uma etapa fundamental para procedimentos odontológicos, visando o conforto e a ausência de dor ao paciente. A quantidade de absorção da solução anestésica no organismo, depende significativamente da sua difusão extravascular e do grau de vasoconstrição produzido. As elevadas concentrações de droga no sangue são decorrentes da rápida absorção do anestésico local. Tanto o sistema nervoso central quanto o sistema cardiovascular são consideravelmente sensíveis a altas concentrações plasmáticas de anestésico local. Assim sendo, muitas reações adversas são de base neurológica, resultado da excitação do sistema nervoso central. Visto isso, é possível afirmar que as injeções intravasculares possuem uma importante participação na gênese de reações adversas. Considerando as inúmeras complicações locais e sistêmicas que a injeção intravascular pode causar ao sistema estomatognático, a aspiração da solução anestésica antes e durante a administração é imprescindível, pois inúmeras reações adversas podem ser desencadeadas ao mesmo tempo podendo evoluir para uma overdose e ou emergência médica. Por isso, os Cirurgiões-Dentistas têm a obrigação de conhecer o diagnóstico clínico e o tratamento apropriado ao paciente, visto que as taxas de emergências médicas podem ser superiores no atendimento de pacientes portadores de doenças sistêmicas quando comparadas a pacientes ASA I. Assim sendo, o conhecimento sobre as medidas para o suporte básico de vida são imprescindíveis.

Objetivo: O presente trabalho visa medir os conhecimentos dos alunos das clínicas odontológicas da faculdade Meridional IMED quanto à importância da aspiração, as suas possíveis complicações e como solucioná-las.

Métodos: Foi aplicado um questionário simples nas Clínicas Odontológicas da Faculdade Meridional (IMED) com os alunos presentes em clínica nos dias em que os dados foram coletados, dos 116 acadêmicos das clínicas I, II, III, IV e V, 99 destes responderam ao questionário. As perguntas analisaram a frequência com que é feito o refluxo previamente a anestesia, se esses alunos já obtiveram aspiração positiva, se saberiam o que fazer em caso de refluxo positivo e se os alunos possuíam conhecimento sobre o que uma injeção intravascular pode ocasionar no grupo dos pacientes especiais.

Conclusão: É possível afirmar que os alunos da clínica III obtiveram o maior número de aspirações positivas e ao mesmo tempo foram os que apresentaram maiores conhecimentos sobre a toxicidade dos pacientes especiais, em contrapartida, os alunos da clínica I, apenas 1 aluno tem conhecimento sobre o que uma anestesia intravascular pode causar de complicações a um paciente. Todos os acadêmicos da clínica IV realizam o refluxo previamente a anestesia e nenhum aluno possui conhecimentos sobre toxicidade. Portanto, é de extrema importância que o aluno procure sedimentar o conhecimento e treine suas habilidades para este tema de alta relevância clínica.

Palavras chave: Anestesiologia, aspiração positiva, emergência médica.


Palavras-chave


Palavras chave: Anestesiologia, aspiração positiva, emergência médica