Portal de Conferências da IMED, XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e X Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2017

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A PROIBIÇÃO DO USO DE CIGARRO EM HOSPITAL PSIQUIÁTRICO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DE ESTÁGIO BÁSICO
Tainá Rossi, Daniela dos Santos Nunes, Camila Rosa de Oliveira, Luís Henrique Paloski

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


A vivência relatada neste trabalho foi realizada no Hospital Psiquiátrico Bezerra de Menezes (HPBM) e refere-se ao período de Estágio Básico do curso de Psicologia no ano de 2016. O HPBM proporciona atendimento integral em saúde e é referência no tratamento de episódios agudos de transtornos mentais e transtornos decorrentes do uso de substâncias psicoativas. Com base em uma abordagem Multiprofissional, o HPBM presta atendimento nas áreas de Enfermagem, Medicina, Psicologia, Psiquiatria, Serviço Social, Terapia Ocupacional, Educação Física, Nutrição e Farmácia. Nesse contexto, o uso de cigarro nas dependências do hospital era comum, como estratégia de redução de danos entre os internos. Porém a equipe multidisciplinar entrou em acordo com a Lei Nº 9.294, de 15 de julho de 1996, Art 2º e § 1º, que proíbe o uso de qualquer produto fumígeno, em recintos coletivos fechados, privados ou públicos, incluindo os hospitais, o que vetou essa prática antes permitida dentro do HPBM. A partir desta proposta, uma das formas de diminuir a prevalência do tabagismo seria incentivar que fumantes em abstinência participassem de Grupos Terapêuticos (GT), pois através do GT é possível compartilhar conquistas, desafios superados e dificuldades enfrentadas o que também auxilia na decisão de parar de fumar. Deste modo o objetivo deste trabalho é apresentar o relato de experiência do Grupo de Apoio com pacientes que faziam uso de cigarro no HPBM. Com um total de 4 encontros, conduzíamos o grupo de segundo encontro com o tema “Primeiros dias sem fumar”. A maioria dos pacientes apresentavam comorbidades, porém a característica comum para participar do grupo era ser fumante e estar sem fumar. Iniciávamos os encontros retomando o contrato terapêutico, discutíamos questões sobre a primeira semana sem fumar bem como seus sentimentos e gatilhos relacionados ao cigarro, após era feita uma dinâmica e por fim um feedback do encontro. Participar dessas mudanças em período de Estágio Básico foi uma experiência desafiadora, pois se desconhecia o comportamento dos pacientes frente a essa nova regra, que todo o HPBM inclusive a equipe estava se adaptando. O Grupo de Apoio foi importante frente ao parar de fumar para os internos, pois foi o único espaço em que podiam falar sobre suas angústias, dificuldades e ansiedades relacionadas a essa nova prática, o que ajudou muito no tratamento como um todo, nos deixando muito satisfeitas com nossas atividades de estágio.