Portal de Conferências da IMED, XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e X Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2017

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Autoeficácia geral percebida de adolescentes estudantes do Ensino Médio de escolas do norte do Rio Grande do Sul
Tainá Rossi, Camila Rosa de Oliveira, Naiana Dapieve Patias

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


A autoeficácia percebida está entre os fatores que compõem a Teoria Social Cognitiva de Bandura. Referem-se às crenças que cada pessoa tem sobre suas capacidades de desempenho e de produzir algo, sendo o representante intrapessoal que mais influencia o comportamento humano. As expectativas de eficácia irão determinar quanto esforço as pessoas gastarão e por quanto tempo persistirão diante dos obstáculos e das experiências aversivas. Este trabalho teve como objetivo verificar diferenças nas médias da autoeficácia geral percebida entre adolescentes do sexo masculino e feminino e de faixas etárias distintas (adolescentes mais novos e mais velhos). Trata-se de um estudo transversal e quantitativo. A amostra foi composta de 296 adolescentes de 14 a 19 anos (M=16,03; DP=0,96), 57% do sexo feminino estudantes de ensino médio de escolas públicas (66%) e privadas (34%) de três cidades do norte do Estado do Rio Grande do Sul. Os adolescentes responderam uma ficha de dados sociodemográficos, a autoeficácia foi avaliada por meio da Escala de Autoeficácia Geral Percebida (EAGP), que compreende as percepções das crenças que o indivíduo possui acerca de suas capacidades para alcançar um objetivo, lidar com uma situação ou desempenhar uma tarefa. A análise dos dados ocorreu por meio de análises descritivas, no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 22.0. A idade foi computada em faixa etária, considerando-se a mediana para amostras independentes. Após computar as variáveis, o teste t de student para amostras independentes foi realizado a fim de verificar diferenças entre a autoeficácia geral percebida por faixa etária (14 a 16 anos, adolescentes mais novos e 17 a 19 anos, adolescentes mais velhos) e sexo. Os resultados indicaram que adolescentes do sexo masculino apresentaram médias mais altas no que diz respeito a autoeficácia quando comparados com as meninas. Já em relação a idade, não houve diferença estatisticamente significativa entre adolescentes mais novos quando comparados com os mais velhos. De acordo com a literatura, a baixa autoeficácia nas mulheres pode ser devido a maior vulnerabilidade à problemas psicológicos, por sentirem as emoções mais intensamente, ter menos otimismo, e serem menos confiantes. Além disso, para a sociedade, o ser homem tem sido relacionado à autoeficácia. Em relação à idade, alguns estudos demostram que a autoeficácia possui tendência a diminuir com a idade, contrariando os achados do presente estudo.