Portal de Conferências da IMED, XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e X Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2017

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PREVENÇÃO DE RECAÍDAS NO TRANSTORNO BIPOLAR
Cris Vaz Pastre, Alice Cristina Franceschetti, Marcia Wagner

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


O Transtorno Bipolar é uma das perturbações mentais que acomete muitas pessoas, em distintos momentos da vida. Neste transtorno há períodos de depressão, como momentos em que prevalece a mania ou hipomania (Saffi, Abreu, & Neto, 2011). O presente trabalho tem como objetivo realizar uma revisão bibliográfica acerca da Prevenção de Recaídas no Transtorno Bipolar, citando algumas formas de prevenção. As buscas foram realizadas nas bases de dados SciELO, Google acadêmico e na literatura, com os seguintes descritores: Transtorno Bipolar e Prevenção à recaídas, utilizando materiais dos últimos 10 anos, como critérios de inclusão. A literatura refere que uma das formas para o tratamento e prevenção à recaída é a utilização correta dos psicofármacos e, aliada com a psicoterapia, se torna fundamental para uma melhor adesão ao tratamento, tanto para ajudar a monitorar o uso adequado, quanto para intervir no uso incorreto das mesmas (Gonçalves, Santin, & Kapczinski, 2008). Outra forma de prevenção é a psicoeducação do paciente e seus familiares, segundo Figueiredo, Souza, Dell’Aglio Jr, & Argimon (2009), que destacam que vários estudos estão sendo realizados nessa última década para avaliar a importância da psicoeducação no transtorno bipolar, demonstrando que o paciente saber sobre seu estado clínico traz resultados favoráveis ao tratamento. Existem evidências de que as intervenções psicossociais têm um resultado significativo na redução dos sintomas depressivos, assim como aumentam a compreensão do tratamento no transtorno bipolar. As pesquisas também mostram que esse tipo de intervenção ajuda o paciente a identificar e prevenir recaídas, tendo um reconhecimento precoce sobre seus sintomas, o que pode melhorar e estabilizar seu quadro por um maior período de tempo. Outro fator importante no processo terapêutico para os pacientes é o apoio da família, sendo fundamental incluí-la no tratamento (Arello, Capistrano, Oliveira, Mercês, & Maftum, 2013). Segundo Mussi, Soares e Grossi (2013), os pacientes costumam ter bom prognóstico da bipolaridade quando possuem apoio da família e conseguem envolver-se em relações saudáveis, sem muitos aspectos que possam gerar tensão. Conclui-se que a adesão correta aos psicofármacos, aliado à psicoterapia e à psicoeducação com o acompanhamento familiar, pode melhorar e muito o prognóstico do paciente, assim evitando possíveis recaídas.

Palavras-chave


Transtorno Bipolar, Prevenção à Recaídas