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Diversidade Sexual e de Gênero: Preconceito em Psicólogos/as
Daiane Pastre, Icaro Bonamigo Gaspodini

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


As diretrizes éticas e profissionais do/a psicólogo/a determinam que sua atuação deve ser pautada na eliminação de preconceitos e no exame constante de crenças e atitudes pessoais que possam comprometer o atendimento de pacientes/clientes. Em relação ao público LGBT, há insatisfação com serviços de saúde em geral, em grande parte pela discriminação causada pelo preconceito dos próprios profissionais (Cerqueira-Santos et al., 2010; Palma & Stanley, 2002). O objetivo deste trabalho foi investigar os níveis de uma medida de preconceito extremo contra diversidade sexual e de gênero na população de profissionais da Psicologia. Participaram do estudo 497 psicólogos/as, ligados/as a 22 dos 23 Conselhos Regionais de Psicologia do Brasil, com idades entre 22 e 69 anos (M = 34,52; DP = 9,57). Além de dados sociodemográficos e características da profissão, foi utilizada a Escala de Preconceito contra Diversidade Sexual e de Gênero Revisada – EPDSG-R, desenvolvida por Costa, Peroni, Camargo, Pasley e Nardi (2015) e revisada por Costa, Machado, Bandeira e Nardi (2016). Encontrou-se uma média de 1,46 (DP = 0,44), sendo o valor mínimo do instrumento 1 e o máximo 5. Embora possa ser considerado baixo em relação à escala, o resultado foi considerado preocupante devido à população estudada e também por se tratar de uma medida de preconceito extremo. Os resultados evidenciam a necessidade de se trabalhar preconceitos de psicólogos/as formados/as e em formação, bem como revisar pressupostos teórico-metodológicos que acabam por reproduzir preconceitos construídos historicamente.

Referências

Cerqueira-Santos, E., Calvetti, P. U., Rocha, K. B., Moura, A., Barbosa, L. H., & Hermel, J. (2010). Percepção de usuários gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros, transexuais e travestis do Sistema Único de Saúde. Interamerican Journal of Psychology, 44(2), 235-245. http://www.redalyc.org/articulo.oa?id=28420641004

Costa, A. B., Machado, W. de L., Bandeira, D. R., Nardi, H. C. (2016). Validation study of the revised version of the Scale of Prejudice Against Sexual and Gender Diversity in Brazil. Journal of Homosexuality, 63(11), 1446-1463. doi:10.1080/00918369.2016.1222829

Costa, A. B., Peroni, R. O., Camargo, E. S. de, Pasley, A., & Nardi, H. C. (2015). Prejudice toward gender and sexual diversity in a Brazilian public university: Prevalence, awareness, and the effects of education. Sexuality Research and Social Policy. doi:10.1007/s13178-015-0191-z

Palma, T. V., & Stanley, J. L. (2002). Effective counseling with lesbian, gay and bisexual clients. Journal of College Counseling, 5(1), 74-89. doi:10.1002/j.2161-1882.2002.tb00208.x


Palavras-chave


Psicólogos/as, preconceito, diversidade sexual e gênero