Portal de Conferências da IMED, XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e X Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2017

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EXPERIÊNCIA DE CÁRIE DENTÁRIA NÃO TRATADA E FATORES ASSOCIADOS EM JOVENS DE MUNICÍPIOS DO INTERIOR DO RIO GRANDE DO SUL
Paola Tibolla, Lilian Rigo

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


Introdução: A cárie dentária é a doença bucal mais prevalente dos últimos anos e tem grande impacto na qualidade de vida, é influenciada por fatores como, condições socioeconômicas, ambientais e estilo de vida. Objetivos: Verificar a influência das condições socioeconômicas, demográficas, de acesso ao dentista e de autopercepção em saúde bucal na cárie não tratada. Métodos: O estudo tem uma abordagem quantitativa, cujo delineamento é do tipo transversal. A amostra foi composta por 77 alunos e a coleta dos dados foi realizada no mês de julho de 2016. 54 (70,1%) residiam em David Canabarro com idade entre 11 e 12 anos. O instrumento para coleta de dados foi um questionário semiestruturado auto-aplicativo aplicado aos jovens de duas escolas com informações referentes a idade, gênero, conhecimento sobre a cárie dentária, e autopercepção de saúde bucal, e um para os pais com perguntas referentes as condições socioeconômicas, acesso aos serviços odontológicos dos filhos. Também foi feita a coleta por intermédio de exames clínicos intrabucais, segundo o índice CPOD. Os dados foram digitados em um banco de dados e submetidos à análise estatística descritiva e inferencial. Resultados: Os resultados mostraram que a média do CPOD no município de David Canabarro foi de 2,43 e em Ciríaco 2,09, totalizando um CPOD médio de 2,32. A prevalência de cárie dentária não-tratada foi de 40,3%. 32,5% relataram ter sofrido dor dentária nos últimos 6 meses. Quando submetidos a análise bivariada, houve relação estatisticamente significativa entre a variável dor de dente nos últimos 6 meses e cárie não tratada, com frequência de 76,0% dos que tiveram dor de dente nos últimos 6 meses e cárie não tratada. Também houve associação entre a percepção sobre tratamento na última consulta e cárie não-tratada, com frequência de 84,6% para os que acharam o tratamento ruim e regular e cárie não tratada. Conclusão: Foi possível concluir que a de cárie dentária não-tratada é alta. Houve influência das variáveis dor de dente nos últimos 6 meses e a percepção negativa com o tratamento odontológico na última consulta na cárie não tratada. Os resultados refletem a importância da figura do profissional cirurgião dentista e da qualidade do atendimento odontológico na presença de cárie dentária nos jovens dos municípios investigados.

Referências:

SOUSA, M. L. R. et al. Cárie dentária e necessidades de tratamento em adolescentes paulistas. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v.47, n.3, p. 50-58, 2013


Palavras-chave


Carie dental, Carie dentaria, Caries dentais.