Portal de Conferências da IMED, XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e X Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2017

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Liderança, inteligência emocional e bem-estar no trabalho: revisão de literatura integrativa.
Luciana Simor Verardi, Lívia Maria Bedin

Última alteração: 2017-06-16

Resumo


Considerando o cenário organizacional atual e sua demanda por contribuições que integrem conceitos conhecidamente importantes, este estudo teve como objetivo realizar um levantamento da literatura composta por artigos e livros sobre os tópicos Inteligência Emocional (IE), liderança e bem-estar no trabalho (BET), utilizando o método de Revisão Integrativa. Os descritores usados foram Liderança, Liderança Transformacional, Bem-estar no Trabalho, Inteligência Emocional e BET; as bases de dados utilizadas foram o Ebsco Host, Scielo e Google Acadêmico, que apresentaram 4.500 resultados. Os critérios de inclusão foram: publicações no Brasil, em português, publicados entre 2007 e 2017; resultando em 150 publicações, dentre as quais apenas 7 pesquisas tratavam sobre os descritores (Goleman, 2011, 2014; Martins e Cavazotte, 2016; Oliveira e Lima, 2013; Reis, 2016; Siqueira, 2014 e Siqueira e Padovan, 2008). A liderança é considerada um dos principais fatores de vantagem competitiva e, nos últimos anos, observou-se um aumento considerável de publicações sobre o tema. A análise das publicações do principal periódico internacional dedicado ao tema da liderança, o The Leadership Quaterly (LQ) aponta que as Novas Teorias sobre a Liderança (Liderança Carismática, Transacional e Transformacional) são os construtos dominantes atualmente (Martins e Cavazotte, 2016). A liderança, aqui, compreende a interação de dois ou mais membros de um grupo com percepções e expectativas próprias na condução de situações onde um deles é agente de mudança (Siqueira, 2014). O modelo de Goleman (2011) se concentra na aplicação e importância da IE no trabalho e na liderança organizacional. Para ele, o conceito de Inteligência Emocional (IE) ganhou força ao enfatizar o conhecimento e o gerenciamento das emoções na condução de relações e resultados saudáveis no mundo do trabalho. A IE é condição fundamental para o exercício da liderança por seus componentes de autoconsciência, autogestão, empatia e habilidade pessoal (Goleman, 2014). O BET é apresentado por Siqueira e Padovam (2008) como uma composição de três vínculos afetivos: a Satisfação no Trabalho, o Envolvimento com o Trabalho e o Comprometimento Organizacional Afetivo. Estudos indicam que estilos gerenciais e suporte para ascensão, promoção e salários apresentam associações significativas com o BET (Reis, 2016). Desta forma, observa-se uma relação estreita entre os construtos, sugerindo investigações futuras na área.


Palavras-chave


Liderança, bem-estar no trabalho, inteligência emocional

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