Portal de Conferências da IMED, XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e X Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2017

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A IMPORTÂNCIA DA PSICOEDUCAÇÃO PARA OS FAMILIARES DE PACIENTES COM TRANSTORNOS MENTAIS
Cleuza Elizabete Chaves, Monalisa Coldebella, Marcia Fortes Wagner

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


A terapia cognitivo-comportamental é uma terapia educativa e orientada para a resolução de dificuldades atuais, com foco no presente, na qual espera-se que o paciente consiga ser seu próprio terapeuta. Para isso, a psicoeducação sobre o transtorno ou problema apresentado pelo paciente tem grande importância na evolução do prognóstico (Finger, 2011). A psicoeducação é um método sugerido no tratamento de pacientes com diagnóstico de doenças mentais crônicas e seus familiares (Mussi, Soares, & Grossi, 2013). A psicoeducação familiar é considerada uma intervenção focal, de duração limitada e com objetivos bem definidos (Gomes, 2014). O objetivo do presente trabalho vem a ser compreender os benefícios da psicoeducação familiar no tratamento de transtornos mentais. É uma pesquisa de cunho bibliográfico (Creswell, 2010). A busca ocorreu a partir de um levantamento dos artigos indexados nas bases de dados Portal CAPES, BVS, Ebsco, Sage Journals no período de 2004 a 2017. Os resultados demonstram que a psicoeducação tem auxiliado os pacientes e seus familiares no aprendizado sobre seu transtorno mental, exercendo uma importante influência no processo de conscientização da doença e, consequentemente, para a adesão ao tratamento, ajudando descobrir novas formas de lidar com os problemas do quotidiano e reduzir o stress familiar (Gomes, 2014; Gonçalves-Pereira & Sampaio, 2011; Menezes, Conceição & Souza, 2012; Gomes & Lafer, 2007; Crowe & Lyness, 2014). Quando a família conhece os sintomas e indícios de crises, torna-se possível a troca de informações com a equipe profissional, relacionando os conhecimentos e vivências, e possibilitando a aquisição de estratégias para a prevenção de várias situações indesejadas (Santana, 2011). Segundo Shin (2004), a psicoeducação pode ser considerada como uma ferramenta eficaz na gestão dos transtornos mentais e uma ajuda significativa na redução das taxas de recidiva e rehospitalização. O conhecimento dos sintomas prodômicos da doença mental proporciona maior adesão ao tratamento, principalmente terapêutico e medicamentoso, além de minimizar a sobrecarga e o estresse na relação familiar (Santana, 2011). Conclui-se que a psicoeducação é uma estratégia de extrema relevância para o paciente e sua família, pois estimula a adesão ao tratamento, além de fortalecer sua capacidade de lidar e conviver com o transtorno, auxiliando na prevenção da recaída.

 


Palavras-chave


Psicoeducação, Familiares, Pacientes, Transtornos mentais.