Portal de Conferências da IMED, XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e X Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2017

Tamanho da fonte: 
PERCEPÇÃO DOS PACIENTES PORTADORES DE PRÓTESE DENTÁRIA EM RELAÇÃO AOS RESULTADOS DA REABILITAÇÃO
Angelica Maroli, Afonso Sanchez-ayala, Giseli Sauer Benetti, Atais Bacchi

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


RESUMO

Introdução/Objetivo: A forma como os pacientes julgam os potenciais riscos e os benefícios do tratamento são importantes para que o profissional proporcione um melhor esclarecimento e obtenha sucesso no tratamento dentário. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência do sexo dos pacientes e o nível de educação na percepção da reabilitação protética.

Métodos: O estudo foi realizado com 160 pacientes portadores de prótese parcial ou total da Clínica Odontológica da Faculdade Meridional – IMED de Passo Fundo através de um questionário contendo 41 perguntas sobre a percepção dos pacientes em relação a benefícios (consequências positivas) ou riscos (consequências negativas) do tratamento protético e consequências do não tratamento (Leles et al., 2008). Os pacientes responderam as questões em uma escala de Likert de 5 pontos (1, discorda completamente; 2, discorda; 3, não sabe; 4, concorda; 5,concorda completamente). O delineamento do estudo foi quantitativo transversal.Os dados foram avaliados pelo programa SPSS (versão 20.0) pelo teste de Kruskal-Wallis(p<0,05).

Resultados: A percepção dos benefícios (feminino 4,45±0,45; masculino 4,48±0,48) e a percepção de consequências de não tratamento (feminino 4,59±0,41; masculino 4,64±0,51) não demonstraram diferença estatística entre os sexos. Entretanto, a percepção de riscos foi significativamente maior para o sexo masculino (feminino 2,98±0,63; masculino 3,21±0,65)(p=0,020). Não houve influência do nível de educação na percepção de benefícios (<8 anos 4,50±0,32; entre 8-11 anos 4,51±0,35;≥12 anos 4,37±0,65), percepção de riscos(<8 anos 3,05±0,67; entre 8-11 anos 3,13±0,56; ≥12 anos 2,96±0,71) e consequência do não tratamento (<8 anos 4,57±0,50; entre 8-11 anos 4,62±0,34; ≥12 anos 4,64±0,49).

Considerações finais: indivíduos do sexo masculino demonstraram maior percepção de riscos do tratamento que os do sexo feminino. Não houve diferença em relação ao nível de escolaridade dos participantes. As percepções de riscos do tratamento apresentaram escores relevantes demonstrando a necessidade de esclarecimento por meio dos profissionais aos pacientes.

Referências bibliográficas:

Leles, C.R. et al. Assessing perceived potential outcomes of prosthodontic treatment in partial and fully edentulous patient. J Oral Reabil. n.35, p.682-689, 2008.