Portal de Conferências da IMED, XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e X Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2017

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ALTERAÇÕES NAS RUGOSIDADES PALATINAS APÓS TRATAMENTO ORTODÔNTICO
Danubia Bavaresco, Michelly Cofrewirz, Emanuela Gaviolli, Graziela Oro Cericatto

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


As rugosidades palatinas consistem, segundo a literatura, em um importante método para identificação humana, principalmente em casos onde outros procedimentos não podem ser realizados, ou em casos de acidentes em massa. Com base nessa característica o presente trabalho teve por objetivo verificar a existência de alterações nas rugosidades palatinas após realização de tratamento ortodôntico. Foi realizada uma análise probabilística, com delineamento transversal, onde foram analisados quarenta modelos de estudo, provenientes de pacientes que realizaram tratamento ortodôntico na Unidade Avançada de Pós-Graduação da IMED (CEOM). Os modelos foram divididos em 3 grupos de acordo com o tipo de tratamento ortodôntico realizado: com uso de disjuntor palatino (G1,n=12), tratamento ortodôntico com extrações dentárias (G2, n=8) e tratamento ortodôntico convencional (G3,n=20). Cada um dos 3 grupos contou com modelos de gesso nos estágios pré-ortodontia (estágio 1) e pós-ortodontia (estágio 2). Para coleta dos dados acerca do desenho das rugosidades palatinas foram utilizadas fotografias digitais de cada um dos modelos de gesso pré e pós ortodontia, que foram classificados pelo método de Martins dos Santos, por dois avaliadores independentes. Os dados foram analisados por por análise estatística comparativa intra e inter grupos, pelo teste exato de Fisher, ao nível de significância de 5%. O grupo de pacientes tratados com disjunção palatina alterou a morfologia das rugosidades palatinas em 90% dos casos, enquanto que nos outros grupos não houve alterações. A análise comparativa intergrupos demonstrou que há diferença estatística significante entre o grupo tratado com disjuntor com relação aos outros dois grupos, para ambos os avaliadores (p=0.000 e p=0.014) e a análise interexaminadores apresentou cerca de 72% de concordância (p=0.035).  Os resultados permitem concluir que deve-se utilizar com cautela o método de identificação das rugosidades palatinas para identificação humana, associando outros métodos, sobretudo em pacientes que já foram submetidos ao procedimento de disjunção ortodôntica.

Palavras-chave


Odontologia Legal; Palato; Antropologia Forense