Portal de Conferências da IMED, XI Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e X Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2017

Tamanho da fonte: 
Relato de Experiência na Comunidade Terapêutica Vita de Passo Fundo com Grupo de Apoio
Aline Trevisol, Vanessa Domingues Ilha

Última alteração: 2017-07-26

Resumo


Introdução: A experiência com grupo de apoio à dependentes químicos foi desenvolvida no Estágio Básico I e II no ano de 2016 na Comunidade Terapêutica Vita de Passo Fundo.  Os grupos de apoio à dependentes químicos é um importante recurso terapêutico, isso porque proporciona aos integrantes a sua unidade como grupo e até mesmo como comunidade, bem como eleva a autoestima e autoconfiança, treina as habilidades sociais, trabalha o enfrentamento à dependência química, prevenção à recaída e possibilita a troca de experiências e reflexão. Objetivo: promover o treinamento de habilidades básicas no enfrentamento que se mostrem eficazes na prevenção da recaída; introduzir estratégias motivacionais para preparar os participantes à mudança de comportamento; permitir a autonomia do grupo e ensinar habilidades interpessoais e de comunicação; colaborar para que as experiências de cada participante possam contribuir com a construção de um sentimento grupal fortalecendo as relações. Método: A Comunidade possui dois grupos de apoio: um em estágio mais avançado de tratamento e outro no início de tratamento. Cada grupo foi composto aproximadamente de quinze participantes. Os encontros aconteceram mensalmente em salas ou em ambiente aberto. Inicialmente, era apresentando a justificativa da temática do dia. Após, introduzido as diretrizes que norteiam a habilidade a ser estudada, onde eram dados vários exemplos condizentes à realidade do grupo. Em seguida, ocorria a modelagem que era executada pela equipe coordenadora. Depois, era realizada a dramatização de ensaio do comportamento, onde os integrantes do grupo atuavam e treinavam a habilidade proposta. Como término, geralmente era utilizada uma dinâmica condizente ao tema e era executado um exercício prático que seria aperfeiçoado na comunidade no decurso do mês. Conclusões: os grupos de apoio promoveram o crescimento pessoal da equipe, sempre buscando inovar com dinâmicas e formas de trabalhar com a realidade do grupo. Além disso, viu-se o funcionamento de cada fase, seus membros, suas dificuldades, seus potenciais, seus vínculos, seus modos de enfrentamento e lideranças. Pôde-se explorar e trabalhar ao máximo cada habilidade proposta, as quais poderiam ser colocadas em prática. As dificuldades enfrentadas foram: as mudanças de foco do assunto pautado, bem como as desistências dos pacientes. O que possibilitou que desenvolvesse a habilidade da tolerância à frustração e flexibilidade.

Palavras-chave


grupo de apoio; dependência química; comunidade terapêutica