Portal de Conferências da IMED, XII Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e XI Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2018

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Efeito da contaminação salivar e de protocolos de limpeza na resistência de união de um sistema adesivo multimodo à dentina
Emanuela Gaviolli, Nájua Ellen Schneider, Alexandra Graunke, Rodrigo Varella de Carvalho

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


A obtenção da união micromecânica entre resina composta e estrutura dentária tem se mostrado efetiva com a evolução dos adesivos dentinários. Porém, a adesão pode ser influenciada por inúmeros fatores como: o método de preparo da superfície dentinária, a composição do sistema adesivo e contaminação com saliva e sangue. Diante disso, o objetivo desse estudo foi avaliar o efeito da contaminação salivar e de protocolos de limpeza na resistência de união de um sistema adesivo multimodo à dentina. Trinta e seis dentes bovinos tiveram a face vestibular desgastada para a obtenção de superfícies planas de dentina. A dentina foi condicionada com ácido fosfórico a 37% por 15 s, o adesivo Single Bond Universal (3M) foi aplicado e fotoativado por 20 s. Logo após, os espécimes foram contaminados por imersão em saliva humana por 10 s. Então, os espécimes foram divididos em 6 grupos (n=6): (1) controle (sem contaminação com saliva), (2) lavagem com água seguida de secagem, (3) secagem sem lavagem prévia, (4) lavagem com clorexidina, (5) lavagem com água oxigenada, e (6) lavagem com ácido ascórbico (os 3 últimos com solução de limpeza + lavagem + secagem). Após, dois incrementos de resina de 2 mm foram usados para restaurar, e palitos foram cortados para o teste de microtração em uma máquina de ensaios universal (EMIC). Os dados de resistência de união em MPa foram submetidos à análise de variância de uma via, seguido pelo teste complementar de Tukey (p<0,05). As médias (MPa) e desvio-padrão obtidas foram: controle = 54,7 (± 11,5); lavagem = 52,2 (± 7,4); secagem = 34,1 (± 8,2); clorexidina = 32,3 (± 7,0); água oxigenada = 40,8 (± 7,4); e ácido ascórbico = 40,1 (± 6,1). Com base nos resultados obtidos, pode-se concluir que: (a) a presença de saliva foi capaz de reduzir os valores de resistência de união à dentina; (b) apenas os grupos (2) lavagem com água seguida de secagem e (6) lavagem com ácido ascórbico,  foram capazes de reestabelecer a resistência de união aos valores do grupo controle (1); e (c) os grupos (3) secagem da saliva sem lavagem prévia, (4) lavagem com clorexidina  e (5) lavagem com água oxigenada , não são boas opções de protocolos, pois não foram capazes de reestabelecer a resistência de união.


Palavras-chave


contaminação salivar; resistência de união, adesivos dentinários

Referências


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