Portal de Conferências da IMED, XII Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e XI Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2018

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Avaliação das Habilidades de conduzir atividades interativas em profissionais da educação
Ricardo Muza de Almeida, Marjana Fatima Gasparin, Naiana Dapieve Patias, Vinícius Renato Thomé Ferreira, Márcia Fortes Wagner

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


Introdução: A literatura indica que um bom repertório de habilidades sociais nos professores contribui para uma relação aluno-professor saudável (Del Prette & Del Prette, 2013a; Rosin-Pinola & Del Prette, 2014; Del Prette & Del Prette, 2017). Assim, torna-se possível ensinar além do conteúdo acadêmico, comportamentos adequados que serão interiorizados pelos alunos. Objetivo: Comparar o repertório de habilidades sociais educativas da Escala “Conduzir atividade interativa” do IHSE-Professores por nível de atuação. Método: Trata-se de um estudo quantitativo observacional, aprovado pelo CEP IMED, CAAE 66360817.8.0000.5319, aprovado no Edital CNPq/ MCTI Nº 25/2015. A amostra foi composta por 60 professores do ensino fundamental do norte do estado do Rio Grande do Sul, com idade média 46,46 anos (DP = 8,03), atuação média de 17,7 anos (DP = 7,71). Quanto ao gênero, 92,3% (n = 36) mulheres nos anos iniciais e 76,2% (n = 16) nos anos finais do ensino fundamental, com mínimo de 6 meses de docência. Foi aplicado o Inventário de Habilidades Sociais Educativas – Professores (Del Prette & Del Prette, 2013b) composto por 64 itens. Análise de dados: Os dados foram analisados no Program Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 20.0. Foi utilizado o teste Mann-Whitney para a comparação de dois grupos independentes. Resultados: Os achados apontaram diferença significativa entre os professores das series iniciais e finais. Nas séries iniciais, foi encontrada maior média no item 6 “meus alunos imitam meus comportamentos adequados ou desejáveis (por exemplo, agradecer, cumprimentar, elogiar, recusar um pedido etc.)” (M= 2,71; DP= 0,96 e p<0,05), enquanto nas séries finais a média foi menor (M= 2,05; DP= 1,36 e p<0,05). Já no item 36 “quando meu aluno está com ideias que considero erradas, converso com ele, mostrando outras formas de pensar” os professores das séries finais obtiveram média de 3,50 (DP= 0,69 e p<0,04) enquanto os professores das séries iniciais média de 2,94 (DP= 0,97 e p<0,04). Considerações finais: Dois dos sessenta e quatro itens apresentaram diferenças estatisticamente significativas, ambos referentes ao Fator 1 “Cultivar afetividade, apoio, bom humor”. As limitações encontradas foram as coletas de dados ocorrerem em apenas uma cidade do interior do Rio Grande do Sul. Sugerem-se novas investigações com população semelhante para confirmar os achados do presente estudo.

Referências


Referências
Del Prette A., & Del Prete Z. A, P. (2017). Competência social e habilidades sociais: manual teórico-prático. (pp. 34-36). Petrópolis, RJ: Editora Vozes.
Del Prette Z. A. P., & Del Prette, A. (2013a). Psicologia das habilidades sociais na infância: Teoria e prática (6ª ed.). Petrópolis, RJ: Vozes.
Del Prette, Z. A. P., & Del Prette, A. (2013b). Inventário de habilidades Sociais Educativas – versão Professor (IHSE-Prof): Dados psicométricos preliminares. Relatório não publicado disponível com os autores.
Rosin-pinola, A. R., & Del Prette, Z. A. P. (2014). Inclusão escolar, formação de professores e a assessoria baseada em habilidades sociais educativas. Revista Brasileira de Educação Especial, 20(3). doi:10.1590/S1413-65382014000300003