Portal de Conferências da IMED, XII Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e XI Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2018

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AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES EXECUTIVAS NA INFÂNCIA
Paula Rahman Menta

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


As funções executivas são um conjunto de habilidades cognitivas que permitem ao sujeito engajar-se em comportamentos orientados a objetivos, realizando ações voluntárias, independentes, auto-organizadas e direcionadas a metas. Essas habilidades são especialmente importantes diante de situações novas ou em circunstâncias que exigem ajustamento, adaptação ou flexibilidade do comportamento para as demandas do ambiente. O objetivo deste trabalho foi investigar os instrumentos de avaliação de funções executivas para crianças de 5 a 12 anos de idade. Tratou-se de um estudo de revisão bibliográfica nas bases de dados Scielo e Pepsic, além de busca manual em capítulos de livros de referência na área da neuropsicologia. Os resultados demonstraram que os instrumentos disponíveis para a avaliação das funções executivas em crianças foram Iowa Gambling Task, Testes de Geração Semântica, Teste Stroop, Teste de Trilhas, Torre de Londres, Teste de Memória de Trabalho Auditiva, Teste de Memória de Trabalho Visual, Teste de Atenção por Cancelamento, tarefas de fluência verbal, Tarefa Visomotora de Santucci, Tarefa de Alcance de Dígitos Ordem Direta e Inversa, Tarefa da Torre de Hanói e Escalas Wechsler de Inteligência para Crianças, quarta edição. Constata-se que as áreas de avaliação dos testes são tomada de decisões, controle inibitório, concentração, atenção, memória, cognição, inteligência, planejamento e solução de problemas. Observa-se que não foram encontradas escalas de autorrelato que abordassem queixas no funcionamento executivo. A grande maioria dos instrumentos apresentam normas para escolaridade e idade. Destaca-se que os instrumentos de avaliação encontrados são adaptações de versões voltadas a adultos, podendo ser pouco sensíveis para o uso com crianças. Além disso, considera-se a importância das escalas de autorrelato no processo de avaliação em diversos quadros clínicos da infância, pois elas abrangem o conhecimento sobre o próprio comportamento que depende da auto-observação. O uso dessas escalas possui potencial para complementar a avaliação neuropsicológica realizada por meio de testes formais, principalmente na investigação das dificuldades de aprendizagem em crianças.