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O Conceito de “Normalidade”
Ricardo Chiaradia, Felipe da Veiga Dias

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


O objetivo do presente artigo é criticar o uso do conceito de "normalidade" com base bibliográfica narrativa entre a literatura clássica, criminologia crítica, psicanálise freudiana, filosofia política, existencialismo e pedagogia. Notou-se que inicialmente no período medieval os referênciais filosóficos políticos imperaram desigualdades de maneira indelével, no que se refere à liberdade sexual, étnica psicológica e, portanto, existencial. O poder bidimensional medieval expressava traços de sadismo na condição econômica social sobre grupos, radicalizando a discriminação e desigualdade. Concluí-se que o conceito de "normalidade" bidimensional aparece residualmente devido a influência da indústria farmacológica, e, em outra perspectiva o conceito de “normalidade” é aberto e calibrado de acordo com o sofrimento do paciênte na clínica psicológica.


Palavras-chave


Criminologia Crítica, Normalidade, Psicologia

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