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As bases epistemológicas para o fenômeno da morte e a psicoterapia
Ricardo Chiaradia, Israel Kujawa

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


O presente artigo busca investigar as influências epistemológicas para discutir o fenômeno existencial da morte, na história da civilização ocidental. Com o intuito de preservar a historicidade dos referenciais teóricos, adaptou-se o método bibliográfico narrativo repercutindo no campo da psicologia. Para além da arbitrariedade impregnada pelo misticismo medieval, as religiões não mostraram-se como um suporte eficiente ao longo da história, pelo contrário, fomentaram a exclusão imediata da pessoa não correspondente aos princípios morais. Conclui-se que a morte é expressada através de posições existenciais e significativas, diante da vida e da vulnerabilidade, permitindo a consolidação da psicoterapia, como trabalho primordial para suportar a perda do significado existencial de alguém.


Palavras-chave


Ciência, Filosofia, Morte, Psicologia

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