Portal de Conferências da IMED, XII Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e XI Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2018

Tamanho da fonte: 
Crenças de Psicólogos/as sobre a Natureza da Homossexualidade, Bissexualidade e Transexualidade e Preconceito contra Diversidade Sexual e de Gênero
Isadora Cechin Filipiack, Icaro Bonamigo Gaspodini

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


Segundo o Código de Ética Profissional do Psicólogo (Conselho Federal de Psicologia, 2014), o trabalho desse/a profissional deverá basear-se no respeito e promoção da liberdade, apoiado nos Direitos Humanos. O documento enfatiza que essa classe de profissionais não pode reproduzir quaisquer práticas de preconceito e deve trabalhar para combatê-las. O presente estudo investigou a relação entre preconceito contra diversidade sexual e de gênero e crenças sobre a natureza da homossexualidade, bissexualidade e transexualidade entre psicólogos/as brasileiros/as. Participaram da pesquisa 497 psicólogos/as, com idades entre 22 e 69 anos. Foram utilizadas a Escala de Crenças sobre a Natureza da Homossexualidade (Pereira, Monteiro, & Camino, 2009), adaptada para bissexualidade e transexualidade e a Escala de Preconceito contra Diversidade Sexual e de Gênero Revisada – EPDSG-R (Costa, Peroni, Camargo, Pasley, & Nardi, 2015). Para análise de dados, foi realizada uma regressão linear em busca do poder preditivo das crenças para a ocorrência de preconceito. De acordo com as crenças sobre a natureza da homossexualidade, bissexualidade e transexualidade, o tipo de crença psicossocial foi o mais pontuado pelos profissionais. Isso demonstra que os psicólogos/as participantes do estudo entendem a orientação sexual através de um viés social, que está associado a um menor índice de preconceito. Entretanto, o resultado se mostra preocupante no sentido de os profissionais buscarem uma “causa” para a homossexualidade, bissexualidade e transexualidade, ao invés de compreenderem a orientação sexual como uma manifestação da diversidade humana, que não precisa ser justificada.


Palavras-chave


Preconceito; homofobia; diversidade sexual e de gênero; atuação do psicólogo.

Referências


Conselho Federal de Psicologia. (2014). Resolução N° 010/05, de 21 de julho de 2005. Brasília, DF: Autor.

Costa, A. B., Peroni, R. O., Camargo, E. S. de, Pasley, A., & Nardi, H. C. (2015). Prejudice toward gender and sexual diversity in a Brazilian public university: Prevalence, awareness, and the effects of education. Sexuality Research and Social Policy. doi:10.1007/s13178-015-0191-z

Pereira, A. S. L. S., Monteiro, M. B., & Camino, L. (2009a). Estudo da validação das escalas de crenças sobre a natureza da homossexualidade e de preconceito contra homossexuais. Laboratório de Psicologia, 7(1), 21-32. doi:10.14417/lp.683