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AUTOEFICÁCIA E ATRIBUIÇÕES CAUSAIS PARA BOM E FRACO DESEMPENHO ESCOLAR: UM ESTUDO COM ADOLESCENTES
Maria Eugênia Silva Benincá, Brenda Maria Ribeiro Paes, Giovanna Nonemacher, Naiana Dapieve Patias

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


Indicadores nacionais como o Índice do Desenvolvimento do Ensino Básico (IDEB, 2015) referem que o rendimento de alunos brasileiros nos anos finais do Ensino Fundamental e Médio está abaixo das metas estabelecidas. Relacionado ao aspecto afetivo da aprendizagem está o comportamento de atribuir causa ao sucesso ou fracasso escolar. Deste modo, é possível entender as Atribuições Causais (AC) como comportamentos motivados pelo desejo humano de explicar e prever o meio ambiente onde se insere. Na escola esse processo de atribuir causas é repetido pelos alunos frente ao desempenho/rendimento e influenciado pelas vivências do cotidiano da aprendizagem como as vivências de reprovações. No entanto, outros aspectos podem influenciar as AC como a autoeficácia a qual refere-se às crenças que as pessoas têm sobre si e suas capacidades.Sendo assim, a autoeficácia pode influenciar na escolha de desafios, na quantidade de esforço empenhado em determinada tarefa, no nível de estresse e ansiedade (Bandura, 2008). O presente estudo faz parte do projeto de dissertação da primeira autora o qual busca verificar se há a associação entre os fatores das atribuições de causalidade para bom e fraco rendimento escolar e autoeficácia em adolescentes. Para tanto, participarão do estudo 290 adolescentes de escolas públicas e privadas, selecionados por conveniência, que responderão a três instrumentos: Questionário de dados sociodemográficos, Questionário de Atribuições causais para o Rendimento Escolar (QARE) (Miranda & Almeida, 2008 – traduzido e adaptado por Silva, Mascarenhas, & Silva, 2011) e Escala de Autoeficácia Geral Percebida (EAGP) (Versão Sbicigo, Teixeira, Dias, & Dell’Aglio, 2012). A análise dos dados dos instrumentos dar-se-ão por meio de tratamento estatístico dos dados, sendo realizadas análises descritivas (médias, desvios padrão) e inferenciais no programa Statistical Package for the Social Sciences (SPSS) versão 22.0. A fim de verificar a associação entre as variáveis investigadas, correlação de Spearman será realizada. Teste U de Mann-Whitney será realizado com o objetivo de verificar diferenças nas médias dos construtos por sexo, faixa etária e escola. Considera-se que haverá associação positiva entre autoeficácia e os fatores relacionados a aspectos internos no bom rendimento escolar e associação positiva entre autoeficácia e os fatores relacionados a aspectos externos no fraco rendimento escolar.


Palavras-chave


autoeficácia; adolescência; atribuições causais

Referências


Instituto Brasileiro de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP (2015): Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Recuperado de : http://ideb.inep.gov.br/resultado/resultado/resultadoBrasil.seam?cid=607443.

Pajares, F., & Olaz, F. (2008). Teoria Social Cognitiva e auto-eficácia: Uma visão geral. (2008). In A. Bandura, R. G. Azzi, & S. Polydoro (pp. 97-114). Teoria social cognitiva: Conceitos básicos. Porto Alegre: Artmed.

Sbicigo J., Teixeira M. A., A. C. Dias, & D. D. Dell’Aglio (2012). Propriedades Psicométricas da Escala de Autoeficácia Geral Percebida (EAGP). Psicologia, Saúde e Doenças, 18(1), 29-38. doi: 10.15309/17psd180103.

Silva G. C., Mascarenhas S. A. & Silva I. R. (2011). Vivências de reprovação e as atribuições causais de estudantes sobre o rendimento escolar em Manaus. Estudios Revista Galego-portuguesa de Psicoloxía e Educación, 19(2), 87-102. Recuperado de: http://www.educacion.udc.es/grupos/gipdae/.

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