Portal de Conferências da IMED, XII Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e XI Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2018

Tamanho da fonte: 
A autoficacia no ensino superior
Mônica Gonçalves, Roberta Bilibio Westphalen, Amanda Rocca dos Santos

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


Introdução: Bandura (1997) define autoeficácia como confiança na capacidade pessoal para organizar e executar certas ações. A autoeficácia também proporciona a motivação agindo no quanto esforço será investido em uma tarefa. O constructo de autoeficácia deve ser aplicado em contextos específicos de desempenho como, por exemplo, no contexto do ensino superior.

Objetivo: Investigar a importância da autoeficácia para o desempenho dos estudantes do Ensino Superior Método: Trata-se de um estudo teórico, utilizando as bases de dados Scielo, Lillacs num intervalo de tempo de cinco anos, bem como livros clássicos sobre o assunto. Critérios de inclusão: foram inseridos artigos relacionados com autoeficácia no Ensino Superior, abrangendo apenas os  idiomas português e espanhol. Critérios de exclusão: Foram eliminados os artigos que não tinham o descritor autoeficácia no título ou no resumo, estudos de validação de instrumento e estudos que abordaram o tema autoeficácia em outras áreas que não o Ensino Superior. Resultados: Foram encontrados um total de 22 artigos, sendo 6 na base de dados da Scielo e 16 na Lillacs. Destes foram excluídos 4 da Scielo e 11 da Lillacs.Os estudos confirmam a importância e influência do constructo no ensino superior correlacionando–se positivamente com o desempenho acadêmico durante todo o período acadêmico e inicio no mercado de trabalho. O estudante que acredita nas suas capacidades de realização acadêmica e as coloca em prática encontra menos dificuldades em se adaptar ao ensino superior e sucesso na carreira. A autoeficácia acadêmica pode encorajar o estudante a prestar mais atenção às aulas, tirar dúvidas, dedicar mais tempo aos estudos fora de sala de aula bem como organizar e executar ações necessárias para adequar suas relações sociais e interpessoais. O aluno autoeficaz   percebe –se motivado a seguir metas traçadas positivamente.Por outro lado, o estudante que acredita ser incapaz pode adotar comportamentos de fuga ou esquivadas situações percebidas por ele como difíceis.

Considerações Finais: A literatura é unânime em reconhecer a importância da autoeficácia para o ensino superior. Os estudos contemplam que indivídulos com forte percepção de autoeficácia experimentam menos estresse em situações que demanda maior esforço pessoal. A investigação é importante porque a autoeficácia pode afetar na decisão de abandonar ou permanecer no ensino superior.  As limitações encontradas foram a escassez de estudos a respeito do tema. Sugere-se novas investigações em outros idiomas e em outras bases de dados a fim de complementar o assunto.

 

 

 



Palavras-chave


autoeficacia ensino superior

Referências


Referências:

Sousa ,Heloiza de, Marucia Patta Bardagi, Carlos Henrique Sancineto da Silva Nunes. (2013). Autoeficacia na formação superior e vivencias de universitários cotistas e não cotistas.   Avaliaçao Psicologica: Interamerican Journal of Psychological Assessment, ISSN-e 2175-3431, ISSN 1677-0471, Vol. 12, Nº. 2, 2013, páginas 253-261

das Neves Salles, W., & Vieira do Nascimento, J., & Schmitt Rocha, J., & de 2 Souza, E. (2015). Autoficacia discente na formação inicial de estudantes  universitários de educação fisica. Movimento, 21 (4), 1083-1097.

Ourique, Luciana, Teixeira, Rubens, Pereira Marco Antonio ( (2012) Auto-eficácia e personalidade no planejamento de carreira de universitários Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Psicologia. Curso de Pós-Graduação em Psicologia

Santos Aparecida dos, A., & Ferreira Mognon, J., & Rodrigues Azevedo Joly, M. (2011). Crenças de autoeficácia na transição para o trabalho em formandos de engenharia. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 12 (2), 197-204.

Soares, Adriana Benevides, Seabra, Ana Maria Ribeiro de, & Gomes, Gil. (2014). Inteligência, autoeficácia e habilidades sociais em estudantes universitários. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 15(1), 85-94.

Haro-Soler, M. M. (2017). Cómo desarrollar la autoeficacia del estudiantado? Presentación y evaluación de una experiencia formativa en el aula de traducción. Revista Digital de Investigación en Docencia Universitaria, 11 (2), 50-74. doi: http://dx.doi.org/10.19083/ridu.11.567

Moreira, Thaline da Cunha, Ambiel, Rodolfo Augusto Matteo, & Nunes, Maiana Farias Oliveira. (2018). Escala de Fontes de Autoeficácia para Escolha Profissional: Construção e Estudos Psicométricos Iniciais. Trends in Psychology, 26(1), 47-60. https://dx.doi.org/10.9788/tp2018.1-03pt

 



Texto completo: Sem título