Portal de Conferências da IMED, XII Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e XI Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2018

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Ensino de Reparo em Restaurações de Resina Composta nas Escolas de Graduação em Odontologia no Brasil – Estudo Piloto
Luiza Paloma S. Girotto, Françoise Helene Van de Sande Leite, Rafael Sarkis Onofre

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


O reparo de restaurações com falhas é uma alternativa minimamente invasiva, que pode ser indicada como uma opção à substituição completa de restaurações. A evidência atual demonstra bons resultados para restaurações reparadas, no entanto, se o reparo de restaurações não for ensinado durante a graduação em Odontologia, existe uma maior chance de que o profissional não saiba realizar ou não adote esta prática. Assim, o objetivo desta pesquisa é conhecer sobre o ensino de reparo de restaurações de resina composta nas escolas de graduação em odontologia no Brasil. O estudo é observacional, transversal e quantitativo. A abrangência do estudo inclui todas as escolas de graduação em odontologia, localizadas no Brasil, cadastradas no Conselho Federal de Odontologia. A obtenção de dados foi realizada através da aplicação de um questionário via plataforma Google Formulários (“Questionário Estudo sobre Reparo”) para os professores de dentística das Instituições. Após contato com 198 instituições, 60 delas informaram os respectivos professores para os quais foram enviados os questionários, obtendo-se 51 respostas (85% das escolas), das quais 56,9% são da região Sul e 35,2% da região Sudeste. Destes 51 professores, 100% já realizaram reparo em restaurações, 94,1% consideram que o resultado da maioria dos reparos aumenta o tempo de vida clínica (longevidade) das restaurações, 94,1% ensinam técnicas de reparo para os estudantes de graduação como uma alternativa à substituição de restaurações de resina composta com falhas. Dos 5,9% que não ensinam estas técnicas, 66,7% pretendem introduzi-las nos próximos cinco anos, principalmente pela existência de evidências científicas (100%). Em relação ao ensino, 50,57% das técnicas são ensinadas em aulas práticas para os níveis clínicos e para os pré-clínicos, com o objetivo de preservação de estrutura dentária (95,8%) e mínima intervenção (83,3%). Conclui-se que o ensino de reparo de uma restauração de resina composta defeituosa ao invés de uma substituição total de restauração, está se estabelecendo nos programas de ensino das escolas de Odontologia do Brasil.


Palavras-chave


Instituições Acadêmicas; Falha de Restauração Dentária; Resinas Compostas;