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FREQUÊNCIA DA PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS E SUA RELAÇÃO COM IDADE, ESCOLARIDADE, COGNIÇÃO E SINTOMAS DEPRESSIVOS EM ADULTOS IDOSOS
Samuel Tibola, Camila Rosa de Oliveira

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


Estudos apontam que a prática de atividades físicas desacelera as consequências do envelhecimento, propicia maior proteção contra enfermidades e, por consequência, qualidade de vida mais elevada (Franchi & Junior, 2005; Rocha, Carneiro, & Júnior, 2006). Há, ainda, indícios de que a prática de atividade física contribuiria para melhor desempenho cognitivo e redução de sintomas depressivos (Merege Filho et al., 2014; Minghelli, Tomé, Nunes, Neves, & Simões, 2013). Dessa forma, o objetivo deste estudo foi verificar a relação entre a frequência da prática de atividade física e características sociodemográficas, percepção subjetiva de saúde, cognição e sintomas depressivos em adultos idosos. Tratou-se de um estudo transversal e correlacional. Participaram 101 adultos idosos recrutados por conveniência, com idade a partir de 60 anos (M = 68,89; DP = 6,13), e escolaridade entre 2 e 25 anos de estudo (M = 12,98; DP = 4,67), sendo 81% (n = 82) mulheres. Excluíram-se os participantes que apresentaram sintomas sugestivos de declínio cognitivo. Os instrumentos utilizados foram questionário sociodemográfico (questões sobre idade, escolaridade, percepção subjetiva de saúde e frequência da prática de atividade física semanal), Mini Exame do Estado Mental, subteste Dígitos da Escala Wechsler de Inteligência para Adultos (3ª edição) e Escala Geriátrica de Depressão, versão reduzida (GDS-15). Utilizou-se estatística descritiva e correlação de Pearson. A frequência da prática de atividade física apresentou associação positiva com escolaridade (r = 0,209; p = 0,036) e percepção subjetiva de saúde (r = 0,244; p = 0,014), e negativa com GDS-15 (r = -0,234; p = 0,018). Não foram encontrados resultados significativos entre as demais variáveis investigadas. Os resultados indicaram que maior frequência da prática de atividade física está relacionada com maior nível de escolaridade, melhor percepção subjetiva de saúde e menor quantidade de sintomas depressivos. É possível que não se tenha encontrado associação entre a frequência da prática de atividade física e capacidade cognitiva em função de se ter utilizado um instrumento de rastreio. Portanto, sugere-se continuidade de estudos que possam avaliar de forma ampla aspectos cognitivos, além de demais medidas referentes à qualidade de vida dessa população.

Palavras-chave


Atividades físicas;adultos idosos

Referências


Franchi, K, M, B., & Junior, R, M, M. (2005). Atividade Física: Uma necessidade para a boa saúde na terceira idade. Rev. Bras em Prom de Saúde, 18(3), 152-156.

 

Merege Filho, C. A. A., Alves, C. R. R., Sepúlveda, C. A., Costa, A. S., Lancha Junior, A. H., & Gualano, B. (2014). Influência do exercício físico na cognição: uma atualização sobre mecanismos fisiológicos. Revista Brasileira de Medicina do Esporte, 20(3), 237-241. doi: 10.1590/1517-86922014200301930

 

Minghelli, B., Tomé, B., Nunes, C., Neves, A., & Simões, C. (2013). Comparação dos níveis de ansiedade e depressão entre idosos ativos e sedentários. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), 40(2), 71-76. doi: 10.1590/S0101-60832013000200004

 

Rocha, S, V., Carneiro, L, R, V., & Júnior, J, S, V. (2006). Exercício Físico e Saúde em Pessoas Idosas: Qual a Relação? Rev. Saúde.Com, 2(1), 85-90.