Portal de Conferências da IMED, XII Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e XI Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2018

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INFLUÊNCIA DOS TRATAMENTOS DE SUPERFÍCIE NA RESISTÊNCIA DE UNIÃO DE REPAROS EM CERÂMICAS
Eloise Ane Orso, Samara Bocardi, Christian Alencar Neis, Atais Bacchi

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


Cerâmicas odontológicas são amplamente utilizadas como material restauradorindireto devido à sua adequada biocompatibilidade e estética. Porém,apresentam alta friabilidade o que leva a um considerável número de fraturas.Frente a essas condições, sempre que possível, um reparo direto com resinacomposta torna-se uma alternativa atrativa, devido ao baixo custo, menortempo de trabalho, e preservação das estruturas de suporte. O objetivo desteestudo foi avaliar resistência de união promovida por diferentes tratamentos desuperfície da cerâmica na resistência de união de compósitos restauradores adois tipos de cerâmicas odontológicas: cerâmica vítrea reforçada por dissilicatode lítio (IPS e.max press, Ivoclar Vivadent, HT, cor A2), ou cerâmica feldspática(Vita VM7, cor A2). Foram confeccionados 15 blocos de dimensões 10 x 7 x 3mm para cada tipo de cerâmica (n=5) os quais passaram por processo deenvelhecimento por 3 meses, remoção da camada externa da superfície deunião com lixas de granulação 600 e 1200, e tratamento de superfície, sendo:G1 (controle) – nenhum tratamento adicional; G2 – asperização com pontadiamantada 30 microns de granulação; G3 – condicionamento com ácidofluorídrico. Os tratamentos foram seguidos de limpeza com spray de água/ar,aplicação de silano e uma fina camada de adesivo hidrófobo (AdperScotchbond, 3M ESPE) fotoativado por 20 s. Como material restaurador foiutilizada a resina composta Z350 XT (3M ESPE) pela técnica incremental. Apósreparadas, as amostras foram levadas a ciclagem térmica (10.000 ciclos entreas temperaturas 5º e 55º com 30 s em cada tanque de água) e foramseccionadas em palitos de aproximadamente 1,0 mm 2 e submetidas ao teste demicrotração a uma velocidade de 0,5 mm/min. Os dados foram comparadosestatisticamente por ANOVA e teste de Tukey (5%). Os resultados para acerâmica feldspática demostraram que G2 (13,9±1,9 MPa) e G3 (14,4±4,4MPa) foram similares ao controle (9,0±10,0 MPa) e entre si. Para a cerâmicade dissilicato de lítio, G3 (21,1±5,2 MPa) foi superior aos demais grupos:contole (4,6±1,3 MPa) e G2 (4,4±2,6 MPa). Concluiu-se que odesgaste/regularização da superfície com pontas diamantadas finas deacabamento ou o uso de ácido fluorídrico são compatíveis quanto a resistênciade união em reparos de cerâmica feldspática, enquanto o condicionamentocom ácido fluorídrico é o mais indicado para reparos em cerâmica reforçadapor dissilicato de lítio.