Portal de Conferências da IMED, XII Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e XI Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2018

Tamanho da fonte: 
Avaliação de sintomas de estresse e ansiedade em professores da rede municipal de ensino
Taynã Nascimento, Naiana Dapieve Patias, Márcia Fortes Wagner, Vanessa Rissi, Vinícius Renato Thomé Ferreira

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


Introdução

A incidência de estresse em professores tem sido um fenômeno cada vez mais crescente. É importante investigar tal condição, pois repercute na qualidade de vida dos profissionais, afeta o desenvolvimento de atividades, o aprendizado dos alunos, e compromete o funcionamento escolar. Níveis elevados de estresse podem contribuir para quadros clínicos, por exemplo, Transtornos Depressivos e Transtornos de Ansiedade (Goulart & Lipp, 2008). Recentemente estudos tem investigado as condições na quais o docente exerce sua prática, tais como: remuneração, jornada de trabalho e como estas influenciam seu comportamento. Todavia, dado a relevância do tema, se faz necessária a produção de novos estudos que investiguem a saúde docente (Cruz, Lemos, Welter & Guisso, 2010). O presente estudo objetivou levantar os escores de estresse e ansiedade de uma amostra de sessenta e cinco professores da rede pública municipal de ensino. Comparar os escores de ansiedade e estresse com os dados normativos dos instrumentos. E identificar a eventual existência de correlação entre sintomas de estresse e ansiedade levantados pela amostra de professores de uma rede pública de ensino.

Método

Caracteriza-se o estudo como uma pesquisa de delineamento quantitativo, de corte transversal. A amostra foi composta por sessenta e cinco professores com idade entre 18 e 60 anos, independente de sexo, etnia, nível socioeconômico e crença religiosa.

Resultados

Os resultados obtidos evidenciaram escores abaixo das médias normativas dos instrumentos e correlações fortes e positivas entre sintomas de estresse e ansiedade levantados pela amostra de professores. Foi identificado que não houve diferenças entre a média dos resultados obtidos no estudo em comparação as médias normativas dos instrumentos. Esse resultado, embora abaixo da média dos dados normativos dos instrumentos, vai ao encontro de outros estudos que avaliaram estes sintomas e verificaram a sua incidência, apresentando índices compatíveis com a da população não-clínica.  No entanto, a literatura consultada sobre o tema não apresenta consenso.

Considerações finais

Ressalta-se que sintomas de estresse e de ansiedade, mesmo em níveis baixos, podem afetar o desenvolvimento do trabalho do professor e sua qualidade de vida. Considerando a relevância do tema, e os resultados desta pesquisa, sugere-se a necessidade de novos estudos que investiguem a questão.


Palavras-chave


ansiedade; estresse, avaliação; professores; docência.

Referências


Almeida, L.N; Lopes, L.W; Costa, D.B; Silva, E.G; Cunha, G.M. S da; Almeida, A.A. F. (2014). Características vocais e emocionais de professores e não professores com baixa e alta ansiedade (versão eletrônica), Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 19 (2), pp.179 - 185.

 

American Psychiatric Association. (2013). DSM-V: Diagnostic and statistical manual of mental disorders (4th ed.). Washington, DC: Author

 

Apóstolo, J.L.A; Figueiredo, M.H.F; Mendes, A.C; Rodrigues, M.A. (2011). Depressão, ansiedade e estresse em usuários de cuidados primários de saúde. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 19 (2).

 

Apóstolo, J.L.A; Mendes, A.C; Azeredo, Z.A. (2006). Adaptação para a língua portuguesa da Depression, Anxiety and Stress Scales (DASS). Revista Latino-Americana de Enfermagem, 14(6), pp. 863-871.

 

Biaggio, A.M.B; Natalício, L; Spielberg, C.D. (1977). Desenvolvimento da forma experimental em português da escala de ansiedade-traço (IDATE) de Spielberg. Arquivos brasileiros de psicologia aplicada, 29 (3), pp. 31- 44.

 

Barlow, D.H. (2016). Manual clínico dos transtornos psicológicos. In D. H. Barlow, M. G. Craske, Transtorno de pânico e agorafobia (5ed., cap.1). (Costa, R.C. Trad.). Porto Alegre: Artmed.

 

Caballo, V.E. (1996) Técnicas de Relaxamento. In M.N. Vera; J. Vila, Manual de técnicas de terapia e modificação do comportamento. (1ª ed., p.149-150). (Claudino, M.D. Trad.). São Paulo: Santos editora.

 

Cruz, R.M; Lemos, J.C; Welter, M.M; Guisso, L. (2010, Julio, pp. 147-160). Saúde docente, condições e carga de trabalho. Revista Electrónica de Investigación y Docencia.

Ferreira, V. R. T. (2015). Levantamento da Intensidade de Sintomas de Ansiedade – LIS-A. Passo Fundo: não publicado.

 

Ferreira, V. R. T. (2015). Levantamento da Intensidade de Sintomas de Estresse – LIS-E. Passo Fundo: não publicado.

 

Fioravanti, A. C. M., Santos, L. de F., Maissonette, S., Cruz, A. P. de M., & Landeira-Fernandez, J. (2006). Avaliação da Estrutura Fatorial da Escala de Ansiedade-Traço do IDATE. Avaliação Psicológica, 5(2), pp. 217–224.

 

Goulart, E. J; Lipp, M.E. (2008). Estresse entre professoras do ensino fundamental de escolas públicas estaduais. Psicologia em Estudo, 13 (4), pp. 847- 857.

 

Inep. (2009). Estudo exploratório sobre o professor brasileiro. Com base nos resultados do Censo Escolar da Educação Básica 2007. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, pp. 35-36.

 

Luft, C. D. B., Sanches, S. de O., Mazo, G. Z., & Andrade, A. (2007). Versão brasileira da Escala de Estresse Percebido: tradução e validação para idosos. Revista de Saúde Pública, 41(4), pp. 606–615.

 

Margis, R; Picon, P; Cosner, A, F; Silveira, R. de O. (2003). Relação entre estressores, estresse e ansiedade. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul, 25 (1), pp. 65-74.

 

Mariano, M.do.S.S; Muniz, H.P. (2006). Trabalho docente e saúde: o caso dos professores da segunda fase do ensino fundamental (versão eletrônica). Estudos e Pesquisa em Psicologia – UERJ, 6 (1).

 

Moreira, S. da N.T; Melo,  C.O.M; Tomaz, G; Azevedo, G.D de. (2006). Estresse e ansiedade em mulheres inférteis. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia 28 (6), pp. 358- 364.

 

Reis, E.J.F.B dos; Araújo, T.M. de; Carvalho, M.F; Barbalho, L; Silva, M. O. e (2006). Docência e exaustão emocional. Revista educação e Sociedade- Campinas, 27 (94), pp. 229-253

 

Santiago, D.dos. P; Pinto, A.P; Dosea, G.S; Mocellin, A.S; Silveira, N.A. (2016). Estresse laboral em professores de Lagarto-SE. Motricidade, 12 (2), pp. 76-80.

 

Scandolara, T.B, Wietzikoski, E.C, Gerbasi, A.R.V, Sato, S.W. (2015). Avaliação dos níveis de estresse e depressão em professores da rede pública do município de Francisco Beltrão- PR. Arquivos de ciência da saúde da UNIPAR, 19 (1), pp. 31-38.

 

Silveria, K. A; Enumo, S.R.F; Batista, E.P. (2014). Indicadores de estresse e estratégias enfrentamento em professores de ensino multiseriado. Revista Quadrimestral da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, 18 (3), pp. 457-465.

 

Souza, H.G.F; Medeiros, M. (2013). Diferencial Salarial Público-Privado e Desigualdade de Renda per capita no Brasil. Estudos Econômicos – São Paulo, 43 (1), pp. 5-28.

 

Strieder, R. (2009). Depressão e ansiedade em profissionais da educação das regiões de Amerios e da  AMEOESC. Revista Roteiro, 34 (2), pp. 243-268.

 

Tabeleão, V.P; Tomasi, E; Neves, S.F. (2011). Qualidade de vida e esgotamento profissional entre docentes da rede pública de Ensino Médico e Fundamental no Sul do Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 12 (27), pp. 2407-2408.