Portal de Conferências da IMED, XII Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e XI Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação IMED 2018

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Influência das diferentes geometrias de implantes na longevidade clínica e manutenção da margem óssea: revisão sistemática
Rafaela Bassani, Sabrina Telles Lovatto, Mateus Bortolini Fernandes dos Santos, Rafael Sarkis Onofre

Última alteração: 2018-09-03

Resumo


O objetivo do estudo foi avaliar, através de uma revisão sistemática, a influência de diferentes geometrias de implantes na longevidade clínica e na manutenção do tecido ósseo marginal. Para isso foram realizadas buscas eletrônicas nas bases de dados MEDLINE, Scopus e Web of Science, limitadas a estudos escritos em inglês e publicados de 1996 a 2017. Apenas ensaios clínicos randomizados que compararam implantes dentários e suas geometrias foram incluídos. Dois revisores, de forma independente, selecionaram os estudos, extraíram os dados e avaliaram o risco de viés dos estudos incluídos. Das 4006 referências identificadas através da busca, 24 foram consideradas elegíveis para análise de texto completo, das quais, 10 estudos foram incluídos nesta revisão. Um comportamento semelhante de perda óssea marginal entre geometrias cônicas e cilíndricas foi observado; no entanto, os implantes que apresentavam micro-roscas no pescoço apresentaram uma ligeira diminuição da perda óssea marginal em relação aos implantes com pescoço reto ou liso. As taxas de sucesso e sobrevivência foram altas, com os implantes cilíndricos apresentando taxas de sucesso e sobrevivência mais altas do que os cônicos. Pode-se concluir que a geometria dos implantes parece ter pouca influência na perda óssea marginal e nas taxas de sobrevivência e sucesso após 1 ano de colocação do implante; entretanto, as evidências nesta revisão sistemática foram classificadas como muito baixas devido a limitações referentes ao desenho do estudo, ao tamanho da amostra e ao viés de publicação.