Portal de Conferências da IMED, IX Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e VIII Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação da IMED 2015

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Aspectos odontológicos relacionados à Esquizofrenia
Angélica Maroli, Luisa Parizotto, Pâmela Martins, Luiz Felipe Rossi Tassara

Última alteração: 2015-11-24

Resumo


A esquizofrenia é um transtorno que inclui uma variedade de doenças psíquicas, que pode afetar homens e mulheres de várias idades. É uma desordem mental que prejudica na diferenciação, entre a realidade e a imaginação, afeta no pensamento lógico, nas ações naturais e no comportamento esperado em situações sociais. Sua etiologia é desconhecida mas, fatores genéticos, ambientais, alterações cerebrais e bioquímicas parecem influenciar a aparição e o progresso da doença. Os sintomas da doença são classificados em positivos: ilusão, alucinações, confusão mental, impaciência, violência; e negativos: isolamento social, desânimo e carência de pensamento. Considerando que, o objetivo desta revisão narrativa, de acordo com a literatura, é apresentar as alterações orais, o diagnóstico e o tratamento associados a esta doença, torna indispensável o conhecimento dessa doença pelo cirurgião - dentista para que quadros de ansiedade e crises durante o atendimento odontológico, possam ser evitados. A coleta de dados foi realizada por meio de consultas de artigos científicos nas bases de dados Bireme e Scielo e também com auxílio de livros didáticos. Esse transtorno é diagnosticado pela história pessoal e por resultados de exame geral médico e psicológico, sendo que, o exame psicológico é o de melhor diagnóstico e definido pelo psiquiatra. O tratamento médico é feito através de uma reabilitação psicossocial englobando terapia comportamental, orientada a família, em grupo e individual, além do uso de antipsicóticos e antidepressivos, medicações usualmente indicadas aos pacientes com esquizofrenia, e que têm como efeito colateral a xerostomia, a qual pode estar associada às suas principais manifestações bucais: cáries, gengivites, glossites, estomatites, candidíases e parotidites agudas.
É de extrema importância deixar todo e qualquer instrumento fora do alcance do paciente e de sua visão além de nunca discordar do portador de esquizofrenia. Por isso, sempre que possível, o cirurgião - dentista deve ter consigo um auxiliar, evitando assim manter-se sozinho com o paciente. Portanto, deve-se priorizar a educação em saúde e medidas preventivas, com utilização de evidenciadores de placa como motivação do paciente, membro da família e/ou cuidador.

 

Palavras – Chaves: Esquizofrenia; fatores psicossociais; xerostomia;

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