Portal de Conferências da IMED, IX Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e VIII Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação da IMED 2015

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Delinquência Juvenil: um ato de esperança
Melânia Paula Pavoni, Thayla Dalbosco, Kélin Aparecida da Silva, Denice Bortolin Baseggio

Última alteração: 2015-11-24

Resumo


Delinquência é entendida como desobediência à leis e normas pré-estabelecidas socialmente, expressas por meio de atuações. Neste âmbito, há existência de interação entre traços psicopáticos e práticas parentais inadequadas. A delinquência não é necessariamente uma doença, mas sim um ato de esperança para com a figura de cuidado. O presente estudo tem como objetivo, compreender o conceito de delinquência, evidenciar os fatores impactantes para o desenvolvimento deste funcionamento, bem como revelar a forma de tratamento de acordo com a literatura de referência no tema. Utilizou-se de uma pesquisa de cunho qualitativo bibliográfico, constituída por um referencial psicanalítico. Como resultados do estudo, verificou-se que dentre os fatores associados à delinquência estão a ausência de uma mãe suficientemente boa, privação de afeto familiar, falta de limites, uso do mecanismo da negação por parte dos pais e rede social de apoio precária. Assim, estes fatores se fazem presentes ainda na infância e adolescência, período em que o sujeito está desenvolvendo seu aparelho psíquico e, consequentemente, sua personalidade. Assim, a delinquência envolve uma consequência de inúmeras negligências advindas do seu meio (ex.: privação de afeto, falta de limites, entre outros.). Neste sentido, essa atuação vem a serviço da esperança em retomar aquilo que lhe foi negado. Desta forma, há a necessidade de recriar um ambiente afetivo na tentativa de reconhecer e recompensar o dano, visto que, neste período, o adolescente ainda está construindo sua personalidade.


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