Portal de Conferências da IMED, IX Mostra de Iniciação Científica e Extensão Comunitária e VIII Mostra de Pesquisa de Pós-Graduação da IMED 2015

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Sustentabilidade: Reutilização de resíduos da construção civil em praças públicas
Gabriela Fritzen Lima, Caroline Grosselli, Andréa Quadrado Musse

Última alteração: 2015-12-01

Resumo


A sustentabilidade teve um vasto crescimento em tempos atuais e sua importância se torna indispensável apesar de ainda não ser muito valorizada. Sabemos que em um futuro próximo este meio se tornará uma ótima decisão para novas edificações e requalificações, considerando que “60% de todos os recursos mundiais são destinados à construção.’’ (Brian Edwards,2005, p.24), podendo assim, uma grande parcela deste percentual ser reaproveitado. A pesquisa iniciou-se com o levantamento de dados da Praça Capitão Jovino, Passo Fundo, RS, Brasil, com a aplicação de um questionário a fim de mensurar a satisfação dos usuários quanto à praça, e em sequência promoveu-se o levantamento de dados sobre custos com a empresa EcoSmart (empresa de tratamento de resíduos da construção civil, localizada em Passo Fundo), contudo, unificando as análises, elabora-se um projeto, onde a implantação dos resultados obtidos possibilitará a comparação dos custos entre duas situações: uma reutilizando resíduos e em outro caso com a compra de materiais novos. A síntese do questionário aplicado a 54 usuários da praça Capitão Jovino demonstrou que 62,9% dos que comparecem a praça têm preferência por um banheiro público, por este motivo, na elaboração da proposta adequa-se os requisitos e reformula os atuais como bancos e afins com a utilização dos materiais recicláveis. O projeto visa a reutilização de resíduos como: tijolos rústicos maciços (utilizados no banheiro), pó de brita (na restauração de calçadas), brita (utilizada na cobertura do solo e elementos projetais) com madeira de 3cm de espessura na parte superior (usadas nos bancos). Durante a análise dos dados, foi visto que a porcentagem econômica alcançada é de até 45,18% da brita reutilizada em relação a brita normal, para o pó de brita a porcentagem econômica foi de até 53,19%, já para os tijolos maciços o custo foi mais alto que os encontrados no mercado por serem considerados nobres, custando R$ 3,00 por unidade. O valor estipulado pela empresa comparando tais reaproveitamentos com materiais novos apresenta um custo mais baixo, com exceção do tijolo maciço. Portanto, num meio de materiais finitos, onde se não corretamente depositados acarretam impactos que podem ser irreversíveis, como: a contaminação dos lençóis freáticos, emissão de CO2 e contaminação dos solos. Reutilizar é um meio eficiente ecologicamente e financeiramente proveitoso, tendo como solução a conscientização.

Palavras-chave


Sustentabilidade; Reuso de Materiais da Construção Civil; Praças Públicas

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