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PjBL: ARQUITETURA INCLUSIVA E FABRICAÇÃO DIGITAL
Andréa Mussi, Bruna Pereira, Ernani Pazini, Denise Moreira, Juliano Silva, Mariane Ferri, Marina Mello, Paola Zardo

Última alteração: 2017-11-17

Resumo


O desafio do mundo real, baseado na metodologia PjBL (Project-Based Learning) com o uso de tecnologias associadas como a fabricação digital, apresentado para mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPGARQ-IMED) foi o desenvolvimento de uma proposta de projeto arquitetônico para a nova sede da Associação Passo-fundense de Cegos (APACE), incluindo os membros da associação na concepção do projeto. O projeto inclusivo é um meio para o projetista compreender as necessidades específicas dos usuários, nesse caso as Pessoas com Deficiência Visual (PDVs) e apreender com eles. A maneira das PDVs experienciam e apreciam o ambiente construído, por meio da percepção multisensorial, pode ser considerado uma expertise com grande potencial de contribuição para incluir outros estímulos além dos aspectos visuais nos projetos de arquitetura. Deste modo, o objetivo é relatar a experiência desenvolvida na disciplina de projeto inclusivo do PPGARQ-IMED para elaboração de uma nova sede para a APACE e mostrar o uso de novos meios de representação, como as plantas táteis fabricadas digitalmente, para a inclusão das PDVs na concepção do projeto. Uma concepção de projeto diferente do processo tradicional de concepção projetual amplamente baseada em fatores visuais. A metodologia de desenvolvimento do projeto foi a realização de um focus group para a apreensão das necessidades dos usuários; a realização pelos mestrandos de duas propostas projetuais em terreno cedido pela Prefeitura Municipal de Passo Fundo a associação; confecção da planta tátil de cada uma das propostas projetuais em cortadora a laser; apresentação dessas plantas táteis em dinâmica com os membros da APACE para retroalimentação do processo de projeto; reelaboração de uma proposta de projeto arquitetônico conforme sugestões das PDVs e sua respectiva planta tátil; e por fim a reapresentação da planta tátil aos membros da APACE. A experiência foi enriquecedora, pois permitiu o aprendizado dos mestrandos com a oportunidade de feedbacks contínuos das propostas e o uso de uma nova ferramenta de representação de projeto, diferente da tradicional planta baixa e perspectiva em meio impresso ou virtual, bem como a experimentação por parte das PDVs em realmente serem inclusos num processo majoritariamente de meios visuais.