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Semana do Desafio: Interdisciplinaridade no curso de Medicina
Michelle Mergener, Caroline Calice da Silva

Prédio: IMED - Bloco B
Sala: Sala 312
Data: 2017-11-10 01:45  – 02:45
Última alteração: 2017-11-06

Resumo


A interdisciplinaridade propõe a construção de um conhecimento que rompe os limites das disciplinas. Considerando a complexidade dos processos de saúde e doença, é imprescindível que o futuro médico saiba incorporar os diversos saberes na investigação das fontes de adoecimento, das formas de diagnóstico e tratamento. O objetivo desta atividade foi integrar conteúdos e habilidades contemplados nas disciplinas de Microbiologia, Parasitologia e Imunologia, na forma de casos clínicos a serem diagnosticados pelos alunos do terceiro semestre de Medicina. Para tanto, cada equipe de 5 alunos recebeu um prontuário fictício diferente, contendo dados de identificação de um paciente fictício, perfil socioeconômico, local de moradia, queixas e resultados de um exame físico, além de um valor em dinheiro fictício (MEDCASH), utilizado para o pagamento de exames que poderiam ser solicitados (valores da tabela SUS). Durante uma semana, os alunos levantaram suspeitas clínicas, enviaram solicitações de exames e fizeram perguntas para o paciente fictício por meio de um e-mail. Os professores responderam os e-mails como se fossem os pacientes, utilizando palavreado coloquial e termos de senso comum, e enviaram os resultados dos exames. Ao final da atividade, os alunos entregaram os prontuários com um relato sobre o processo de raciocínio, fechamento do diagnóstico, descrição do tratamento e orientações ao paciente, além de apresentarem os casos para discussão em grande grupo. As avaliações consideraram os prontuários (coerência, hipóteses e exames solicitados), forma de abordagem aos pacientes e as apresentações orais. Esta atividade gerou muita expectativa e ansiedade nos alunos, que simularam uma realidade profissional, estabelecendo relações entre as disciplinas, levantando e testando as hipóteses diagnósticas. Nem todas as equipes chegaram ao diagnóstico correto do caso, provavelmente por inseguranças ou por dificuldades em estabelecer linhas de raciocínio clínico. Situações aceitáveis, considerando a semestralidade em que ocorreu a atividade. Além disso, possibilitou aos alunos desenvolver raciocínio clínico, empatia e compreensão social, imprescindíveis para a atuação médica. Tal atividade exigiu uma postura diferenciada dos professores, que trabalharam em conjunto, relacionando assuntos e empregando metodologias didáticas inovadoras para conseguir instigar os alunos a assumir a responsabilidade pela resolução dos casos e construção do próprio conhecimento.