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Direito Penal e Gamificação
Felipe da Veiga Dias

Prédio: IMED - Bloco B
Sala: Sala 311
Data: 2017-11-10 03:00  – 04:00
Última alteração: 2017-11-06

Resumo


A atividade proposta tem adota o formato de game ou jogo em competição como forma de aprendizagem. Parte-se de duas legislações especiais da parte criminal, sendo estabelecidas três partes diferentes em cada uma das leis, cada uma dessas partes conta com tópicos a orientarem cada grupo de alunos que deverá produzir uma apresentação aos colegas e entregar um material de estudo. Após as apresentações os grupos são dispostos em um círculo, a fim de que se possam realizar as perguntas sobre cada uma das apresentações. Cada grupo tem a incumbência de preparar três questões sobre sua apresentação, realizando tal pergunta ao grupo subsequente. Caso o grupo seguinte não consiga responder em um tempo máximo de um minuto, a pergunta passa o próximo grupo, caso nenhum deles responda, anota-se um ponto ao grupo que elaborou a questão, e em caso se resposta correta, um dos grupos assinala dois pontos. O jogo se organiza em três rodadas de perguntas e entre elas existem rodadas de atividades, as quais envolvem algum esforço físico ou disponibilidade para “prendas”, nessas rodadas extras entre as perguntas, deixa-se claro que os grupos não são obrigados a realizar qualquer das atividades, mas aqueles que fizerem terão pontuação extra anotada. Ao final o grupo vencedor recebe uma premiação, usualmente livros ou alguma espécie de confraternização. As conclusões sobre a atividade nos últimos dois anos é bastante positiva, pois a um empenho da grande maioria em primeiro lugar vencer a atividade, em segundo pela diversão que causa no processo de aprendizagem, já que as rodadas extras costumam descontrair mesmo os mais rígidos, e por fim vislumbra-se um alto grau de acerto nas questões formuladas posteriormente sobre essa parte da disciplina. Isso não significa que não existam riscos na atividade, pois em casos isolados já ocorreram desentendimentos ou alunos sem espírito esportivo, os quais discutiram de forma exagerada, carecendo intervenção, ou mesmo em posições “arrogantes” ao elaborarem questões que ninguém poderia responder, mas lembrando que tais situações pontuais, além de serem exceções, não retiram a qualidade do processo a grande maioria dos alunos.