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EDUCAÇÃO AMBIENTAL, CIDADANIA E SUSTENTABILIDADE
Caroline Bresolin Maia Cadore, Jéssica Cindy Kempfer

Última alteração: 2017-05-03

Resumo


No cenário atual existem diferentes graus de intervenção humana em um ecossistema nos seus mais diversos elementos. Tais intervenções foram advindas do sistema industrial contemporâneo, juntamente com a ascensão da ciência e da tecnologia.

Nesse ponto, pode-se falar em uma crise ambiental, a qual quer expressar o fenômeno paradoxal que foi o crescimento econômico em si, pelo elevado nível de desenvolvimento e padrão de vida alcançados pela civilização industrial. Isso gerou problemas de caráter ecológico e ambiental de tão grande magnitude que, pode-se dizer, que acaba colocando em risco a continuidade da vida humana na Terra.

A difusão e consolidação da sociedade de consumo, que governa os modos de vida do Ocidente e funciona como modelo e estímulo para os países em vias de desenvolvimento e o desenvolvimento da tecnologia numa intensidade e com impactos desconhecidos até o momento, mostram-se como causas geradoras da crise ambiental em que vivemos.

Vemos nosso planeta como um mundo suscetível a padecer por fenômenos naturais, mas acima de tudo, pela própria ação do ser humano que, em virtude de seu modelo de vida contemporâneo, desencadeou uma série de eventos que amaçam o equilíbrio do ecossistema global.

Pode-se dizer, assim, que a crise ambiental tem causas antropogênicas e que, embora possa parecer um problema eminentemente físico, é também um problema político pois estamos falando de uma crise socialmente causada.

A socialização da ideia de crise ambiental e sua transformação em fenômeno político teve início em ensaios e relatórios escritos por cientistas do Primeiro Mundo desde o fim da Segunda Guerra Mundial, os quais procuraram influenciar a consciência tanto das pessoas, como dos tomadores de decisão, a fim de evitar o fim catastrófico do planeta: a irreversível deterioração do ambiente

Os governos do mundo lidam hoje com os problemas das normas ambientais e em como determina-las. A ideia principal é proteger uma grande variedade de opções mentais e materiais possíveis. Essa proteção permite potencialmente uma massiva transformação dentro de uma estrutura de variedade e diversidade.

Isso traz problemas, porque obviamente não é possível preservar tudo, mas por outro lado demanda uma atuação ativa do estado que deve proporcionar as condições mentais e materiais para a prática desses modos de vida e uma das formas mais efetivas se dá pela educação.

A educação ambiental possibilita aos alunos a oportunidade de explorar uma grande variedade de atitudes e valores da sociedade e considerar o tipo de mundo no qual eles querem viver. A importância do ensino dá-se no sentido de viabilizar e apresentar aos estudantes a grande variedade de escolhas que estão disponíveis para a busca e a consequente obtenção de um meio ambiente mais sadio e preservado.

A educação para a cidadania não é mais apenas para a aprendizagem de como funciona o Estado e seu parlamento, mas também tem a ver com a dimensão moral, ética e sustentável da vida social[1]. E essa parte da educação proporciona uma excelente oportunidade de tratar de questões chaves da sustentabilidade e do desenvolvimento sustentável.

Sendo assim, o problema central deste artigo se apresenta através do seguinte questionamento: Como garantir o exercício da cidadania através de uma perspectiva sustentável?

Com o objetivo de demonstrar se é possível desenvolver os princípios e fins da educação nacional, presentes nos artigos 2º e 3º a Lei 9.394/1996, observando a proposição referida no art. 2º, X da Lei 13.005/2014 através da educação ambiental como mecanismo de efetivação da sustentabilidade através da cidadania, utilizou-se o método dedutivo feito com base em pesquisa na legislação e demais materiais bibliográficos.

Foi possível aferir com base nos dados levantados que a educação ambiental como integrante da grade curricular de ensino ou ainda como diretriz de base na construção das abordagens disciplinares das mais variadas áreas, possibilita o conhecimento necessário para que sejam realizadas escolhas que visem a manutenção e a preservação do meio ambiente sadio e equilibrado

 



Acesso livre à esta Conferência inicia em 2019-12-31.