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A CONTRIBUIÇÃO DOS ATORES NÃO ESTATAIS NO DESENVOLVIMENTO GLOBAL – LOCAL: O CASO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS
Julia Marta Zamarchi Bertuncello, Luiz Henrique Maisonnett, Giovanni Olsson

Última alteração: 2017-05-03

Resumo


A globalização não é um fenômeno tão amplo e extenso quanto seus defensores proclamam, isto é, as suas contradições fazem com que ela não seja tão “global” assim. Em concomitância, percebe-se a influência de uma tendência não homogeneizante que resiste à ideia de superação do local. Assim, as expressões derivadas do local têm surgido como reflexo da globalização, que impingiu valores globais ressaltando as distinções culturais. Embora a “cultura global” esteja recheada de valores homogêneos, os produtos da globalização são absorvidos e interpretados de diferentes maneiras, de acordo com a cultura de cada local. Nesse sentido, observa-se que o global não se contrapõe ao local, mas aquilo que se acostumou a referir como local está essencialmente inserido dentro do global. Aí que surge a ideia de “glocalização”. Essa junção entre global e local impede que o termo ‘local’ defina exclusivamente certa ideia de identidade, cômoda diante do caos da modernidade. Deste modo, tendo o “local” como agente definidor de sentido para o processo macrossocial, parece praticamente impossível perceber assimetrias constituintes dessa interação entre o ‘local’ e o ‘global’. Assim, o problema de pesquisa do presente trabalho envolve a tentativa de conectar o tema dos atores não estatais com a análise dos efeitos da globalização nas localidades, apurando, no ponto de vista do Direito e das Relações Internacionais, como a sociedade contemporânea tem combinado valores globais com ideias e culturas regionais, e, especificadamente no caso dos movimentos sociais glocais, como estes tem servido ao desenvolvimento de suas regiões mediante a propagação de conceitos globais. O trabalho tem como objetivo, assim, compreender como os atores não-estatais, no caso dos movimentos sociais glocais, contribuem para o desenvolvimento global-local. A metodologia utilizada é a pesquisa bibliográfica pelo método dedutivo, cujos principais meios envolverão livros, teses e trabalhados científicos publicizados em periódicos nacionais e internacionais. Além disso, a investigação objetiva observar, registrar e analisar os fenômenos sem adentrar no mérito de seu conteúdo. A conclusão, embora provisória, identifica que a glocalização pode ser verificada nas estratégias das empresas que almejam expandir mercados combinando valores globais com os interesses dos lugares, como quando as corporações transnacionais criam produtos com configurações específicas para mercados predeterminados (como a cerveja, a camiseta e os alimentos com embalagens para torcedores da Chapecoense, do Grêmio ou do Flamengo). Em outros termos, a “glocalização” é um conceito que se contrapõe à metáfora de “macdonaldização do mundo”, e sugere uma globalização com fronteiras, isto é, um fenômeno que se ajusta aos costumes locais ao invés de suprimi-los.


Acesso livre à esta Conferência inicia em 2019-12-31.